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Ex-marido de Gisèle Pelicot pode ter feito outras vítimas, diz polícia

Investigações revelam que o estuprador condenado pode ter atacado mulheres desde os anos 90

Internacional|Do R7


Enquanto o caso de Gisèle Pelicot atraiu atenção global devido à brutalidade dos abusos que sofreu por anos, novas investigações estão revelando que Dominique Pelicot, condenado por estuprar sua esposa, pode ter sido responsável por uma série de outros crimes ao longo das décadas. O homem, agora conhecido como um dos piores predadores sexuais da França, estava implicado em casos de violência sexual que datam de 1991, anos antes dos ataques a francesa.


Gisèle, que foi repetidamente drogada e estuprada por Pelicot entre 2011 e 2020, tornou-se um símbolo de coragem ao expor sua dor publicamente. Durante anos, ela foi mantida em uma realidade de abuso constante, onde seu marido a drogava com substâncias que a deixavam inconsciente, permitindo que dezenas de homens a estuprassem enquanto ela estava fora de si. Esse ciclo de violência só foi interrompido em 2020, quando Pelicot foi preso por importunação sexual em um supermercado, e investigações posteriores revelaram uma série de fotos e vídeos armazenados em seus dispositivos eletrônicos, provando a magnitude dos abusos.

A polícia agora está concentrada em dois casos antigos que envolvem mulheres jovens, vítimas de violência sexual com um modus operandi assustadoramente semelhante. Sophie Narme, uma corretora de imóveis de 23 anos, foi brutalmente assassinada em 1991. O corpo de Sophie foi encontrado parcialmente despido, com sinais de abuso sexual, estrangulamento e facadas, e um cheiro forte de éter, substância que Pelicot usava para drogar suas vítimas. A investigação inicial não conseguiu ligar Pelicot ao crime, mas novos testes de DNA o colocaram na cena do crime.

Em 1999, uma jovem corretora de imóveis de 19 anos teve uma experiência similar ao agendar uma visita com um cliente em Paris. Ela foi atacada de forma semelhante, sendo amarrada e drogada com éter. Embora tenha conseguido escapar e sobreviver ao ataque, o caso foi arquivado por anos até que fosse reaberto após a ligação com o assassinato de Sophie Narme. Nesse caso também, a vítima relatou que o agressor cuidadosamente colocou seus sapatos ao lado de seu corpo, um detalhe que se repetia nos outros ataques de Pelicot.


Esses crimes antigos só foram revelados à medida que a investigação sobre os abusos contra Gisèle ganhou força, trazendo à tona evidências de que Pelicot pode ter atacado muitas outras mulheres antes dela. A descoberta de DNA e relatos das vítimas sobreviventes sugerem que ele agiu como um estuprador em série, com suas vítimas frequentemente trabalhando como corretoras de imóveis, em Paris, uma característica que parecia ser uma preferência de Pelicot. Esses novos casos, ainda em andamento, estão ajudando a construir uma narrativa mais ampla sobre os horrores que ele impôs a várias mulheres ao longo de anos.

Enquanto o julgamento de Pelicot acabou e ele pegou a pena de 36 anos pelos seus crimes, as investigações sobre as vítimas de 1991 e 1999 continuam, trazendo à tona histórias de mulheres que, até agora, não tinham a oportunidade de ser ouvidas.


A coragem das vítimas que sobreviveram, como a jovem de 1999, que lutou para escapar de Pelicot, agora inspira outras mulheres a romperem o silêncio sobre seus próprios abusos. Gisèle Pelicot, por sua vez, com sua atitude de denunciar o ex-marido, se tornou um ícone de resistência e encorajamento para outras vítimas de violência sexual.

Após o julgamento, Gisèle Pelicot expressou sua gratidão pelo apoio recebido e enfatizou o impacto de sua luta para com outras mulheres. “Para todas que carregam histórias escondidas, estamos juntas nessa batalha”, afirmou. Sua coragem em expor publicamente seus agressores segue sendo um farol de inspiração, impulsionando movimentos globais contra a violência de gênero. O caso de Gisèle não representa apenas um triunfo de justiça, mas também um exemplo de resiliência e coragem. Sua trajetória reforça a urgência de dar voz às vítimas e de combater sem descanso todas as formas de violência sexual.

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