Internacional 'Fracasso absoluto', diz chefe de polícia sobre ação de agentes durante massacre em escola

'Fracasso absoluto', diz chefe de polícia sobre ação de agentes durante massacre em escola

Ataque terminou com 19 crianças e duas professoras mortas; forças de segurança são criticadas por falta de agilidade

AFP

Resumindo a Notícia

  • Diretor de Segurança do Texas classificou como "fracasso absoluto" ação policial em Uvalde
  • Segundo Steven McCraw, a polícia demorou a agir para evitar a morte de 21 pessoas
  • Agentes envolvidos no incidente foram duramente criticados pela imprensa dos EUA
  • Ainda de acordo McCraw, os policias não entraram no local por ordem de um comandante
Massacre em escola de Uvalde terminou com 19 crianças e duas professoras mortas

Massacre em escola de Uvalde terminou com 19 crianças e duas professoras mortas

Brandon Bell/Getty Images North America/Getty Images via AFP - 17.6.2022

O diretor do Departamento de Segurança Pública do Texas, Steven McCraw afirmou nesta terça-feira (21) que a resposta policial para neutralizar o assassino de 19 crianças e duas professoras em uma escola de Uvalde, em 24 de maio, foi "um fracasso absoluto".

"Só sabemos de uma coisa: há evidências indiscutíveis de que a resposta da polícia ao ataque à Robb Elementary School foi um fracasso absoluto e vai contra tudo o que aprendemos nas últimas duas décadas desde o massacre de Columbine" em 1999, declarou McCraw, perante uma comissão de investigação do Senado desse estado no sul dos Estados Unidos.

Embora o tempo que a polícia levou para intervir e matar o jovem de 18 anos que entrou na escola armado tenha sido criticado, McCraw só reforçou o coro durante esta audiência televisionada.

"Três minutos depois da entrada do indivíduo no edifício oeste (da escola), havia um número suficiente de agentes armados com coletes à prova de balas para se isolar, distraí-lo e neutralizá-lo", detalhou.

McCraw ressaltou que "o único que impediu o grupo de agentes comprometidos de entrar nas salas de aula 111 e 112 foi o comandante no local, que decidiu colocar a vida dos policiais à frente da vida das crianças", em referência ao oficial Pete Arredondo.

"Os policiais tinham armas, as crianças não. Os policiais tinham coletes à prova de balas, as crianças não. Os policiais estavam treinados, as crianças não", criticou.

Este responsável já havia emitido seu mea culpa nos dias seguintes ao massacre, ao estimar que os agentes deveriam ter agido mais rapidamente.

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