Internacional "O lado feio do jogo": relatório denuncia violação dos direitos humanos em obras da Copa no Qatar

"O lado feio do jogo": relatório denuncia violação dos direitos humanos em obras da Copa no Qatar

Trabalhadores foram ouvidos pela Anistia Internacional no ano passado

"O lado feio do jogo": relatório denuncia violação dos direitos humanos em obras da Copa no Qatar

Um relatório da AI (Anistia Internacional) divulgado nesta quarta-feira (30) mostra que trabalhadores migrantes da construção do Estádio Internacional Khalifa, em Doha, no Qatar, que será usado na Copa do Mundo de 2022, sofreram abusos sistemáticos e, em alguns casos, foram vítimas até de trabalho forçado.

Intitulado “O lado feio do jogo bonito: a exploração do trabalho no Qatar para a Copa do Mundo de 2022", o texto afirma ainda que a Fifa (Federação Internacional de Futebol) se mantém indiferente ao tratamento terrível dado aos trabalhadores migrantes.

Entre os abusos relatados estão alojamento em locais ruins e apertados, pagamento de taxas para recrutadores em troca do emprego, salários mais baixos do que o prometido (chegando, em alguns casos, a metade), atraso de vários meses no pagamento, problemas na documentação trabalhista (risco de deportação e detenção), confisco de passaportes e ameaça em caso de reclamação sobre as condições de trabalho.

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Segundo o Secretário Geral da Anistia Internacional, Salil Shetty, "o abuso de trabalhadores migrantes é uma mancha na consciência do futebol mundial. Para jogadores e fãs, um estádio de Copa do Mundo é um lugar de sonhos, mas, para alguns dos trabalhadores, ele pode ser um pesadelo”.

— Apesar de cinco anos de promessas, a FIFA falhou quase completamente na tentativa de evitar que a Copa do Mundo seja construída a partir de abusos dos direitos humanos.

O relatório é baseado em 132 entrevistas feitas com trabalhadores migrantes da construção civil do estádio Khalifa, definido para ser o primeiro estádio concluído para o torneio e programado para sediar uma semifinal da Copa. Outros 99 migrantes que trabalham com paisagismo e jardinagem em torno complexo desportivo também foram ouvidos.

A maioria dos trabalhadores vieram de Bangladesh, Índia e Nepal. Eles foram entrevistados pela Anistia Internacional, no Qatar, entre fevereiro e maio de 2015.

Quando investigadores da Anistia voltaram ao país em fevereiro de 2016, alguns dos trabalhadores haviam sido transferidos para acomodações melhores e seus passaportes haviam sido devolvidos pelas empresas.

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