Após troca de tiros com 10 mortos, Carnaval de Itamonte é cancelado

Moradores da cidade mudaram a rotina após confronto entre criminosos e policiais

Festa seria realizada na mesma praça onde ocorreu a troca de tiros

Festa seria realizada na mesma praça onde ocorreu a troca de tiros

Record Minas

Os moradores de Itamonte, no sul de Minas Gerais, mudaram a rotina depois do confronto entre quadrilha especializada em arrombamentos de caixas eletrônicos e policiais que ocorreu na cidade. A troca de tiros deixou 10 mortos e ainda motivou o cancelamento do Carnaval do município, de apenas 15 mil habitantes.

A festa seria realizada na mesma praça onde foi registrado o confronto cinematográfico e o palco até já havia sido montado.

Com medo, os moradores estão evitando sair de casa durante o período da noite e até surgiu boato de toque de recolher. No entanto, a Polícia Militar nega e afirma que o policiamento em Itamonte e cidades vizinhas foi reforçado.

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Na última terça-feira (25), os corpos dos dez homens mortos no tiroteio com a polícia foram identificados.
Um professor, sequestrado pela quadrilha, está entre as vítimas. Os outros nove mortos faziam parte do grupo criminoso, que agia no interior de Minas e em São Paulo. Quatro presos na operação foram levados para a Penitenciária Nelson Hungria, na Grande BH, um está detido em São Lourenço e outro em São José dos Campos (SP).

Inquéritos

A Polícia Civil abriu dois inquéritos para investigar o caso. Um dos procedimentos investiga se a quadrilha, além de atuar em SP, destruiu equipamentos em Minas.

Para isto, segundo o superitendente de Investigações e Polícia Judiciária, Jeferson Botelho, o Instituto de Criminalística compara o calibre dos projéteis e outros materiais apreendidos em Itamonte com armamentos utilizados em ataques nos últimos meses no Estado. O cruzamento de dados pode apontar o modo de operação da quadrilha.

O segundo inquérito apura como o professor, assassinado durante a perseguição, se envolveu no caso. No entanto, o delegado João Euzébio Cruz, de Pouso Alegre, afirma que Silmar Júnior Madeira foi sequestro pelo bando e obrigado a dirigir.