Minas Gerais Funcionária é chamada de "macaca" por cliente de supermercado

Funcionária é chamada de "macaca" por cliente de supermercado

Vítima ficou bastante abalada e decidiu registrar um boletim de ocorrência, em BH

Funcionária é chamada de "macaca" por cliente de supermercado

Edna Maria dos Santos, de 45 anos, foi discriminada por uma cliente

Edna Maria dos Santos, de 45 anos, foi discriminada por uma cliente

Record Minas

A funcionária de um supermercado de Belo Horizonte foi vítima de injúria racial dentro do estabelecimento onde trabalha, na região da Pampulha. Edna Maria dos Santos, de 45 anos, teria sido discriminada por uma cliente e ficou bastante abalada. 

— Fui ajudar ela, mas ela simplesmente me discriminou e me xingou de "macaca".

Ao saber das ofensas, o marido da vítima, Romário Oliveira da Silva, ficou revoltado e o casal decidiu denunciar o caso à PM (Polícia Militar).

— É extremamente constrangedor, mas vamos levar o caso em frente. Somos negros conscientes e sabemos muito bem que o que devemos fazer é combater.

Toda a confusão começou na esteira rolante de um dos caixas do supermercado, quando o carrinho de uma cliente bateu em outro e as duas começaram a discutir. Neste momento, a funcionária foi chamada para tentar resolver o problema, mas também passou a ser ofendida.

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— A outra continuou xingando todo mundo e xingando a mim.

Edna Maria conta que teve todo o apoio dos colegas de trabalho e até de outros clientes do estabelecimento que também presenciaram as agressões, como foi o caso da modelista Diva Maria Silva, que foi até a delegacia testemunhar em favor da vítima. 

— Ela começou a xingá-la de macaca, enquanto a funcionária descia uma rampa levando o carrinho da mulher. Ela [a agressora] sempre ficava falando: Está demorando demais, você está comendo banana?

A suspeita de injúria racial é uma mulher branca e loira e teria dito aos policiais que estava sentindo dores. Ela então foi encaminhada ao hospital e, em seguida, foi ouvida em uma delegacia da capital e deixou o local com a cabeça coberta.

A agressora preferiu não gravar entrevista e negou que tenha agredido a funcionária do supermercado. A polícia registrou o caso como injúria racial e abriu investigação.

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