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Mariana: grupo indígena protesta no 1º dia de audiência em Londres

Representantes da comunidade atingida pelo rompimento da barragem do Fundão estão no Reino Unido para processo judicial

Minas Gerais|Ana Gomes, Do R7


Grupo se manifestou na porta do tribunal
Grupo se manifestou na porta do tribunal

A série de audiências da ação movida por 200 mil atingidos contra a mineradora anglo-australiana BHP pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, a 144 km de Belo Horizonte, começou, nesta segunda-feira (4), no Tribunal de Apelação em Londres. No primeiro dia, representantes da comunidade indígena dos crenaques, clientes do processo, realizaram um protesto.

“Nós vemos nesse processo nossa única chance de ser reparados por essa perda. Eles tiraram a nossa fonte de alimento, de trabalho, de sobrevivência. Tiraram nossa energia e força espiritual”, afirmou Euzileny Tormiak Krenak sobre o impacto da tragédia no rio Doce. A ruptura da estrutura em Mariana é o maior desastre ambiental registrado no Brasil.

Além dos membros da comunidade indígena, prefeitos, procuradores-gerais e outros clientes da ação estão no Reino Unido para acompanhar as audiências, que terminam na sexta-feira (8).

O processo coletivo é movido pelo escritório de advocacia PGMBM em nome de 200 mil brasileiros e pede uma indenização de cerca de 5 bilhões de libras. A ação foi aberta na Justiça do Reino Unido sob a alegação de que a BHP Billiton, uma das acionistas da Samarco, empresa responsável pela barragem, tem sede em Londres.

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Tragédia em Mariana

No dia 5 de novembro de 2015, a barragem do Fundão, em Mariana, se rompeu e matou 19 pessoas. Ao todo, 300 famílias ficaram desabrigadas.

Os rejeitos atingiram o rio Doce e chegaram até o oceano Atlântico, por meio do litoral do Espírito Santo.

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