Minas Gerais Polícia apura segunda morte causada por jogo “Baleia Azul” em Minas Gerais

Polícia apura segunda morte causada por jogo “Baleia Azul” em Minas Gerais

No jogo virtual criado Rússia, os participantes cumprem 50 desafios e tiram a própria vida

Polícia apura segunda morte causada por jogo “Baleia Azul” em Minas Gerais

Última publicação do adolescente faz referência ao jogo

Última publicação do adolescente faz referência ao jogo

RecordTV Minas

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que vai abrir um inquérito para apurar a morte de um adolescente, de 15 anos, encontrado morto em casa, na região nordeste de Belo Horizonte, nesse fim de semana. A suspeita é que Alexandre Assis seja vítima do jogo “Baleia Azul”, no qual os participantes devem cumprir 50 desafios e, entre eles, está tirar a própria vida. A morte de outro jovem mineiro, que se matou na semana passada, já está sendo investigada.

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A última mensagem publicada por Assis, em uma rede social, faz referência ao jogo. Ele escreveu “A culpa é da baleia” seguido de emojis de risadas. Uma hora antes, ele havia feito uma publicação ao ato de tirar a própria vida: “todo mundo é tão legal com você até te levar ao ponto de cometer suicídio”. O rapaz foi encontrado sem vida, com uma corda no pescoço e as mãos amarradas.

De acordo com a família de Assis, o jovem tinha uma baleia desenhada no braço direito. Abalado, o pai do jovem, que preferiu não ser identificado, disse que percebeu as postagens do filho, mas já era tarde.

— Ele deixou bastante indícios e o amigo dele disse que ele estava no jogo.

O jovem adorava o mundo virtual. Segundo a família, ele não saia do computador e nem do celular. Os parentes o descreviam como um adolescente inteligente e reservado. As postagens nas redes sociais indicavam um comportamento depressivo e que ele sofreu uma desilusão amorosa. Os parentes confirmaram que no ano passado ele terminou um relacionamento.

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A Polícia Civil também está investigando a morte de Gabriel Antônio Cabral, de 19 anos, que se matou em Pará de Minas, na região metropolitana de Belo Horizonte, na última semana. De acordo com a família de Cabral, o rapaz chegou a dizer que estava participando do jogo, mas a família não o levou a sério. Segundo relatos, ele chegou a cumprir diversos desafios, entre eles estava fica dias sem dormir, assistindo filmes de terror.

De acordo com a polícia, nos próximos dias os pais e amigos de Assis serão intimados para prestar depoimentos que possam fornecer mais informações sobre a morte do jovem. O departamento informou, ainda, que o celular do adolescente e outros dispositivos móveis serão apreendidos e periciados.

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