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Falso: deputado brasileiro reposta notícia antiga para insinuar que eleição colombiana foi fraudada

Luiz Philippe de Orléans e Bragança republicou reportagem feita antes da abertura das urnas e que reproduz inclusive fala do futuro presidente Gustavo Petro, eleito em 19 de junho

MonitoR7|Diego Alejandro, do R7*

'Príncipe' resgatou denúncias antigas na Colômbia
'Príncipe' resgatou denúncias antigas na Colômbia 'Príncipe' resgatou denúncias antigas na Colômbia

O deputado federal e descendente da família imperial brasileira Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-RJ) compartilhou uma notícia antiga de um jornal espanhol sobre "suspeitas de fraude eleitoral na Colômbia", insinuando ilegalidade nas eleições ganhas por Gustavo Petro, em 19 de junho. 

Porém, Luiz Philippe esqueceu de mencionar que a matéria é de 28 de maio, antes de Petro ganhar. E mais: que a desconfiança na ocasião era encabeçada justamente pelo político colombiano que venceu a disputa.

Isso é dito no primeiro parágrafo da postagem publicada poucos dias antes da eleição: "Denúncias de possíveis fraudes se acumularam nos últimos meses e por diferentes atores. O setor que mais se destacou foi a esquerda comandada por Gustavo Petro, favorito para ser o primeiro neste domingo".

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A matéria também conta que Petro insiste em falar na suposta insegurança do sistema eleitoral colombiano desde 2018, quando ele perdeu as eleições presidenciais. Foram denunciadas inconsistências em formulários que são preenchidos manualmente e refletem os votos de cada candidato.

O sistema eleitoral colombiano oferece resultados preliminares na noite das eleições, com uma pré-contagem manual nas assembleias de voto, sistematizada por telefone para um centro de dados em Bogotá. Dias depois são publicados os resultados finais, processados ​​pelo software da empresa espanhola Indra.

Traduzindo, o voto por lá é impresso, pauta que Luiz Philippe (assim como o presidente Jair Bolsonaro) defende e diz ser a forma mais segura para uma eleição, em suas palavras, confiável. 

Confusão na Colômbia

Em 2022, os questionamentos ao processo eleitoral foram retomados.

Desde as eleições legislativas de 13 de março, a lisura da votação foi questionada quando se verificou que o número de votos do Pacto Histórico, coalizão política colombiana progressista e liderada por Petro, havia sido maior do que o informado inicialmente pelo Cartório.

"O que o secretário faz hoje é agora chamado de fraude", escreveu Petro no Twitter quando o secretário Alexander Vega anunciou uma contagem de votos, que acabou não sendo feita.

Em 19 de março, o ex-presidente Álvaro Uribe acusou Petro de tentar "roubar" as eleições. E seu antecessor, o conservador Andrés Pastrana, assegurou que os números oficiais do registrador de Vega "cheiram a fraude" a favor do Pacto Histórico.

Desde então, todas as campanhas presidenciais reforçaram suas equipes de observadores eleitorais. Federico "Fico" Gutiérrez, principal rival do Petro, disse que tem "desconfiança absoluta no registrador nacional".

Bom perdedor

Apesar das acusações, Rodolfo Hernández, candidato derrotado por Petro na corrida eleitoral, reconheceu a vitória de Petro e rejeitou as tentativas de deslegitimar as eleições.

Hernández assegurou que assumirá "uma posição de independência" contra o governo de seu rival.

Ficou em dúvida sobre uma mensagem de aplicativo ou postagem em rede social? Encaminhe a questão para o MonitoR7, que nós a checamos para você: (11) 9 9240-7777 ou monitor@recordtv.com.br

*Estagiário do R7, com edição de Marcos Rogério Lopes.

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