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Paulo Guedes anunciou fim do reajuste das aposentadorias pela inflação? Falso

Publicação apresentada pelo deputado federal André Janones distorce ideia de desvincular as despesas do Orçamento

MonitoR7|Do R7


Guedes garante que não haverá mudanças que prejudiquem os mais frágeis
Guedes garante que não haverá mudanças que prejudiquem os mais frágeis

Uma publicação apresentada pelo deputado federal André Janones (Avante-MG) nas redes sociais sugere, enganosamente, que ao ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou o fim do reajuste das aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pela inflação a partir do ano que vem.

A distorção leva em conta uma reportagem publicada no jornal Folha de S.Paulo, que menciona a possibilidade de o governo desvincular as despesas do Orçamento e reajustar o salário mínimo e as aposentadorias à expectativa de inflação futura, não mais com a inflação do ano anterior, como ocorre atualmente. A tal proposta jamais foi apresentada.

Ao longo da semana, Guedes garantiu que não haverá mudanças que prejudiquem os mais frágeis. "A gente não vai no meio do jogo mudar a regra para atrapalhar alguém. É garantido que vai ser pelo menos a inflação passada", ressaltou ele.

Na fala, o ministro concorda que o governo apresentará uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para viabilizar o Auxílio Brasil de R$ 600 a partir de 2023. O texto também deve trazer a desvinculação das despesas do Orçamento. Por se tratar de uma PEC, após projeto, após apresentado, precisaria obter, na Câmara e no Senado, três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49) para ser aprovada.

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Em entrevista, o ministro afirma que desde o início do governo cita que as "vinculações e indexações às vezes são burras" e defende que o Orçamento seja definido pela classe política, o que daria maior liberdade ao Congresso para elevar ou diminuir despesas de programas conforme as necessidades presentes.

Nos últimos dias, Janones intensificou a disseminação de notícias falsas contra os membros do Planalto. O movimento fez o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedir uma manifestação do deputado sobre a os motivos do uso das fake news para atacar o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

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