Nas últimas semanas um projeto de lei avançou na Câmara dos Deputados e tende a encarecer os carros importados com mais impostos. Se as propostas forem aprovadas teremos mais carros híbridos e elétricos mas também a combustão pagando ainda mais impostos. Nesta semana uma coletiva de imprensa convocada pela Abeifa (Associação Brasileira de Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores), manifestou preocupacao com o setor.Em junho das 202.474 unidades licenciadas no Brasil, 7.979 foram importadas. Esses dados corrrespondem a um market share de 3,94% bem inferior ao esperado para um mercado maduro onde os carros importados representam entre 10 e 15% das vendas.“medidas protecionistas ou barreiras alfandegárias artificiais são sempre ineficazes. A médio e longo prazos, são prejudiciais a toda a cadeia automotiva e em especial ao Brasil. As importações, além de regular o mercado interno por meio da competitividade de tecnologias e de preços, desafiam as montadoras locais a melhorar seus próprios produtos e ao aumento efetivo das exportações, o que vale dizer que a competitividade coloca em xeque a indústria local”, disse Marcelo Godoy, presidente da entidade.No acumulado dos seis primeiros meses deste ano, foram emplacadas 45.766 unidades, número que representa marketshare de 4,25% do total de 1.077.062 unidades do mercado interno brasileiro. “Se uma indústria local não consegue brigar com 10% do todo, ela precisa repensar seu negócio e a forma como fazer seus veículos”, disse Godoy durante o encontro. O executivo à frente da entidade chamou as propostas de “retrocesso” para o setor além de medidas “protecionistas”.No primeiro semestre do ano com pouco mais de 1 milhão de veículos vendidos, 45.766 foram vendidas no país por meio das associadas à Abeifa, o que representa 4,2% do total. A entidade defende que os importados, dentro de um patamar aceitável, servem para mostrar novas tecnologias para o consumidor e a previsibilidade é um tema importante pois muitas importadoras atuam com grande estrutura no país e montam sua operação de negócios baseado em transparência fiscal e previsibilidade para definir seus preços e posicionamento de mercado.