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Lecar, Gurgel e Democrata: o que as marcas brasileiras têm em comum?

Falta de apoio e incentivos são só algumas das dificuldades para quem resolve fabricar carros no Brasil

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Carsbysfs/Reprodução
Carsbysfs/Reprodução Carsbysfs/Reprodução

O desafio de construir um automóvel, vendê-lo e oferecer um serviço de pós-venda é especialmente desafiador no Brasil. No entanto, diversos empresários assumiram esta saga baseada na alta competitividade com um sonho em comum: construir um veículo.

E com a estreia da Lecar, que promete lançar um carro híbrido em 2026, relembramos alguns projetos de carros genuinamente brasileiros que esbarraram na falta de incentivos, dificuldades de se obter recursos para aprimorar o projeto ou deliberado boicote para que a ideia não fosse adiante.


Carsbysfs/Reprodução
Carsbysfs/Reprodução Carsbysfs/Reprodução

A Lecar é o exemplo mais recente, mas não o único do empreendedorismo no setor automotivo. O Model 459 é um sedã compacto e híbrido de formas polêmicas e que terá motor 1.0 turbo Horse (grupo Renault) combinado com motor elétrico que promete 163cv. Mas olhando mais atrás na história, outras boas ideias de carros nacionais também foram lançadas e várias até deram certo por um longo período.

Gurgel/Divulgação Gurgel/Divulgação

Outra grande ideia genuinamente brasileira era do Democrata, um carro de pretensões esportivas lançado em 1963 pela Ibap (Indústria Brasileira de Automóveis Presidente). A empresa foi alavancada por meio de um sistema de venda de ações (a Gurgel usaria a mesma fórmula anos depois), mas erros de projeto e a recusa de linhas de financiamento que consideravam a ideia inexequível levaram ao fim da ideia de um carro médio brasileiro na mesma década de estreia. Hoje apenas dois carros sobreviveram.


IBAP democrata/Reprodução IBAP democrata/Reprodução

É o caso da Gurgel, talvez a marca brasileira mais longeva da nossa indústria automotiva. Fundada em 1969, teve inúmeros modelos e chegou a produzir 30.000 veículos. Nos anos 1990, após um boicote nas linhas de financiamento e o programa do carro popular que privilegiou projetos de marcas internacionais, a Gurgel entrou em decadência até falir em 1994.

Puma/Divulgação Puma/Divulgação

Outra ideia que pode e merece a citação foi a Puma, um esportivo dos anos 1960 que começou com mecânica DKW e depois assumiu motor Volkswagen e foi a sensação dos anos 1970. Feito em fibra de vidro, o Puma atravessou os anos, teve versões como o Puma GTB com mecânica Chevrolet, mas mal chegou aos anos 1990. Em 2013, a ideia da empresa foi resgatada com dois protótipos que ainda não chegaram à fase de produção.


Gurgel/Divulgação Gurgel/Divulgação

De toda forma, estas e outras empresas nacionais esbarraram em inúmeras dificuldades em um segmento muito competitivo. O setor automobilístico já teve seus tempos onde a paixão compensava qualquer dificuldade.

IBAP democrata/Reprodução IBAP democrata/Reprodução

Hoje, em meio a projetos mundiais, é muito difícil emplacar um veículo de uma marca independente. Ainda que seja uma boa ideia a falta de financiamento e apoio, a difícil negociação com empresas parceiras que já atuaram ou atuam com concorrentes, entre outras dificuldades, não fizeram até hoje com que uma marca nacional independente chegasse a obter grande destaque no setor automotivo.


Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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