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Pneus podem ficar mais caros após aumento de impostos, alerta entidade

Aumento terá impacto nos preços dos pneus de carros e caminhões se aprovado

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window


Escola Educação_https://escolaeducacao.com.br/por-que-os-pneus-de-carros-sao-todos-pretos/

A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) encaminhou ao Comitê de Alterações Tarifárias, órgão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), no último mês um pedido de aumento da tarifa de importação de pneus de carga e de passeio dos atuais 16% para 35%. Com intuito de proteger a indústria nacional, a alíquota, de aprovada irá elevar os preços de pneus para o consumidor final.

Capitalist_https://capitalist.com.br/vinagre-no-pneu-do-carro-este-e-o-segredo-de-motoristas-inteligentes/ Shutterstock

A ANIP alega um “surto de importações” de pneus de países asiáticos, principalmente originários da China, Vietnã, Malásia, Índia, Japão e Tailândia. A decisão da Camex deve sair nos próximos meses.

Seja Criativo_https://sejacriativo.com.br/vinagre-nos-pneus-do-carro/

Por outro lado a Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Pneus (Abidip), a medida é temerária, pois coloca em risco empresas e empregos em um momento que o dólar está em R$ 5,43 e o frete marítimo internacional em U$$ 10 mil por contêiner. Os impactos seriam negativos para a rede de comércio varejista que também emprega muitos colaboradores na instalação e serviços como alinhamento e balanceamento de pneus. Se o imposto subir certamente o produto ficará mais caro para quem compra.

Mais pneus importados

O volume de importações de pneus de carga no Brasil subiu nos últimos anos. Segundo a Anip, entre 2020 e 2023, o crescimento foi de 295%, enquanto as vendas das empresas estrangeiras, que têm parte da produção no Brasil, estariam em queda. No entanto, entre os 20 maiores importadores de pneus, apenas um é distribuidor de pneus importados para o mercado de reposição. Os demais são empresas integrantes da própria ANIP.

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De acordo com dados da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), 65% do transporte de cargas no Brasil é feito por meio de estradas e rodovias. O mesmo estudo aponta que 67,5% das pistas estão em condições ruins, regulares ou péssimas, exigindo troca constante de pneus.

Nota da ANIP

A ANIP (Associação Nacional da Indústria de Pneus) está buscando junto ao Governo Federal medidas emergenciais para conter o surto de importação desleal de pneus da China e de outros países da Ásia no mercado brasileiro. Essa concorrência desleal está ameaçando empregos, coloca investimentos futuros em risco e traz desorganização da cadeia produtiva, afetando também produtores de borracha, de têxteis, de produtos químicos e de aço, insumos usados largamente na produção de pneus. O aumento requisitado ao governo é de 16% para 35%, ou seja, 19 pontos percentuais sobre o valor da importação e não sobre o valor de venda do pneu no mercado. Esse aumento busca equilibrar os preços desleais das importações. No caso dos países asiáticos, todas abaixo do custo de fabricação.

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Os fabricantes nacionais participaram, em 2024, com 2% das importações totais de pneus no Brasil, ou seja, quem afirma que a indústria nacional é uma grande importadora está totalmente desinformada. A indústria nacional importa apenas modelos que não são produzidos no Brasil, ou seja, uma minoria.

Não há falta de capacidade na produção de pneus no Brasil. Somos o 7º país em produção de pneus. Hoje a indústria nacional conta com 21 unidades industriais de pneus espalhadas por 7 estados, e que nos últimos 10 anos investiu cerca R$ 11 bilhões, gerando 32 mil empregos diretos e mais de 500 mil indiretos, que estão em risco.

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É importante salientar que as importações, principalmente da China para os EUA, caíram 21% de 2019 a 2023, enquanto a brasileira ampliou para 132%, mais que dobrando no período.

Quanto à questão ambiental, não precisamos ir longe. Os importadores aqui no Brasil possuem um passivo ambiental de 419 mil toneladas de pneus não destinados de forma correta. A indústria nacional de pneus atingiu e superou as metas de destinação ambientalmente correta de pneus inservíveis no Brasil, acumulando saldo positivo de 127 mil toneladas. Para chegar a essa marca, o setor já investiu R$ 1,6 bilhão para coletar e destinar de forma ambientalmente adequada 4,7 milhões de toneladas de pneus inservíveis (de 2011 até 2022 – último dado disponibilizado pelo Ibama).


Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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