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PEC das Drogas não deve avançar no Congresso antes do recesso parlamentar

Apesar da pressão da oposição, presidente da Câmara respeitará prazo regimental e focará em aprovar regulamentação da reforma tributária

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Câmara terá recesso a partir de 18 de julho Vinicius Loures/Câmara dos Deputados - 26.06.2024

A oposição na Câmara dos Deputados começa a pressionar para que a comissão especial criada para analisar a chamada PEC das Drogas avance antes do pleito municipal e que as indicações dos membros aconteçam nas próximas duas semanas, antes do recesso parlamentar. Porém, líderes próximos ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) afirmaram ao blog que isso não deve acontecer e o foco estará em aprovar a regulamentação da reforma tributária.

Os partidos não têm prazo para indicar os 68 integrantes da comissão - sendo 34 titulares e 34 suplentes. Ainda que a oposição se mobilize nos bastidores para pressionar as indicações, dificilmente os nomes devem ser fechados antes do recesso parlamentar, previsto para 18 de julho.

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Lira também pretende respeitar os prazos regimentais. São dez sessões para apresentação de emendas na comissão especial e até quarenta sessões para a proposta ser apreciada em plenário.

A comissão especial foi criada pelo presidente da Câmara horas depois da Suprema Corte descriminalizar o porte de maconha para uso pessoal.

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A PEC das Drogas foi aprovada pelo Senado e, na Câmara, já passou pela Comissão de Constituição e Justiça, sob relatoria do deputado Ricardo Salles (PL-SP). Para avançar no plenário são necessários, pelo menos, 308 votos, por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição.

Líderes ouvidos pelo blog afirmam que a prioridade nas próximas duas semanas será avançar com a regulamentação da reforma tributária, também defendida pelos presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Porém, há boa vontade em avançar com a discussão da PEC das Drogas até fim do ano, após as eleições municipais, que dominam o foco político.


Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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