Blog do Nolasco Combustíveis: visão da área econômica prevalece 

Combustíveis: visão da área econômica prevalece 

Ministro Paulo Guedes e auxiliares defendem a ideia de que o governo concentre esforços no projeto de lei que trata de mudanças na cobrança de ICMS sobre combustíveis 

Depois de mais um dia de intensas reuniões coordenadas pela Casa Civil, de Ciro Nogueira, com os ministros Paulo Guedes, da Economia, Bento Albuquerque, de Minas e Energia, e até o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, prevaleceu, no momento, a visão da equipe econômica. Paulo Guedes deu o tom nesta terça-feira (8) ao dizer que "só maluco congela preços dos combustíveis".

Após a reunião de ontem à tarde no Palácio do Planalto, fontes disseram ao Blog que agora a prioridade do governo é aprovar o projeto de lei que está no Senado e altera a forma de cobrança do ICMS, um imposto estadual responsável por cerca de 25% do valor do combustível cobrado nas bombas. O projeto pode ser votado nesta quarta-feira.

Combustíveis: embate no governo sobre a forma de enfrentar a crise

Combustíveis: embate no governo sobre a forma de enfrentar a crise

Edu Garcia/R7 - 18.02.2022

O PLP 11/2020 determina uma alíquota unificada e em valor fixo para o ICMS sobre combustíveis em todo o país. Outro texto que pode ir à votação cria uma conta para financiar a estabilização dos preços. Por falta de acordo, os dois projetos tiveram votação adiada no último dia 23. Esse fundo de estabilização com recursos públicos enfrenta críticas da equipe econômica.

Enquanto a ideia de congelamento não encontra apoio nem mesmo na área política do governo, a sugestão de criar um subsídio temporário para evitar novas altas dos combustíveis em meio à invasão da Ucrânia pela Rússia não está morta. Temendo os efeitos políticos e econômicos da disparada do preço do barril do petróleo, que chegou a mais de US$ 130 no mercado internacional, auxiliares do presidente defendem a tese de que se usem recursos públicos para subsidiar os combustíveis. Paulo Guedes e equipe são contra e há no governo um novo embate de ideias para enfrentar a crise.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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