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Chefe da Otan quer mais armas nucleares de prontidão; Rússia reage

Stoltenberg diz que as armas são garantias de paz. Moscou vê ato como “escalada da tensão”.

Blog do Zamataro|Luiz Felipe ZamataroOpens in new window


Secretário-geral visita tropas ucranianas. Otan segue firme na defesa de Kiev NATO

A declaração do general Jens Stoltenberg, secretário-geral da Otan, aumentou de vez a tensão entre os países da aliança e Moscou. A retórica nuclear agora é a bola da vez.

Em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, o general disse que há consultas avançadas para que os países retirem ogivas nucleares do armazenamento e as coloquem em prontidão. Ou seja, qualquer movimento em falso ou mesmo um erro estratégico da Rússia poderia colocar o mundo diante de uma guerra.

“Não vou entrar em pormenores operacionais sobre quantas ogivas nucleares devem estar operacionais e quais devem ser armazenadas, mas temos de nos consultar sobre estas questões.”

Stoltenberg não abre mão que a Aliança do Atlântico tenha todo tipo de armas, incluindo a bomba atômica.

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“O objetivo da Otan é, obviamente, um mundo sem armas nucleares, mas enquanto existirem armas nucleares, continuaremos sendo uma aliança nuclear, porque um mundo onde Rússia, China e Coreia do Norte têm armas nucleares, e a Otan não, é um mundo mais perigoso.”

A reação de Moscou foi imediata.

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“Compreendo que se trata de um desejo de intimidar. Não acho que se deva dar importância a isso. Devemos manter a calma”, disse o chefe dos Serviços de Espionagem da Rússia, Sergey Narishkin, à agência de notícias russa TASS.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, falou que “isso nada mais é do que uma escalada” e completou:

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“Ao contrário das autoridades ocidentais, o presidente russo nunca fala sobre armas nucleares por sua própria iniciativa, pois leva a questão a sério. Sempre que o presidente Putin comenta a questão das armas nucleares, ele o faz, respondendo às perguntas de alguém ou de repórteres, inclusive estrangeiros”.

Em entrevista recente, Putin chegou a dizer que usaria armas nucleares em situações extremas e acusa os Estados Unidos de empurrar o mundo para uma guerra após financiamentos bilionários para Ucrânia de Zelensky.

Em tese, a Otan quer mostrar para Rússia que está pronta, enquanto Moscou continua atacando a Ucrânia. A guerra segue, mas ninguém sabe se vai mudar de rumo. Todos aguardam os próximos e perigosos passos.


Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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