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Putin e Kim: O que está por trás desse encontro misterioso entre presidentes da Rússia e da Coreia do Norte?

A reunião entre os dois líderes vem sendo tratada como uma aliança comum. Mas há muita negociação obscura por de trás dos sorrisos.

Blog do Zamataro|Luiz Felipe ZamataroOpens in new window


Kim e Putin: nova aliança preocupa o Ocidente Divulgação/Governo da Coreia do Norte

Existe um ditado antigo que diz que há pessoas que não dão ponto sem nó. Com certeza esse é o caso do presidente russo Vladimir Putin. Essa mais nova aventura dele em terras norte-coreanas não é um simples passeio ou mesmo uma visita ao velho amigo Kim Jong-Un.

Putin não pisava na Coreia do Norte há 24 anos. E viajou para o país mais fechado do mundo por vários motivos. Muitos deles não vão ser divulgados pelos dois líderes. Eu explico.

O primeiro e mais importante tema: o tratado de assistência mútua em caso de agressão. Ou seja, se a Rússia for atacada, os norte-coreanos vão entrar no conflito. Lembrando que o país asiático está no restrito grupo das nações que possuem armas nucleares.

Outro ponto importante: em silêncio, os russos devem continuar comprando armamento do regime comunista. Por conta das sanções americanas, Kim ficou sem ter o que fazer com elas. Agora, tem uma saída para “escoar” as armas e, assim, dar um fôlego novo ao regime. Para a Rússia, é o plano perfeito, já que vão pagar um valor um pouco abaixo do mercado.

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Esse ponto é sensível para as relações internacionais. Há indícios concretos que armas coreanas foram usadas pelos russos na guerra contra a Ucrânia. Importante ressaltar: em 2006, o Conselho de Segurança da ONU, do qual a Rússia faz parte como membro permanente, aprovou sanções aos norte-coreanos na área militar. Putin votou a favor pelas restrições. Por isso, nada será passado em público.

Outra preocupação da comunidade internacional e, principalmente, da vizinha Coreia do Sul - a forma de pagamento dessas armas. Há indícios que a Rússia possa transferir petróleo e alimentos para Kim Jong-Un. Analistas acreditam que essas negociações podem reativar a economia dos asiáticos.

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Mas o que vem tirando o sono dos Estados Unidos é o receio que, para bagunçar o jogo político, Putin possa trocar segredos nucleares com Kim. E reforçar as armas do ditador norte-coreano.

Para encerrar, outro ponto positivo para Pyongyang nessa visita. Com o avanço da aliança com Moscou, o ditador fica mais independente do então único país que ajuda os coreanos a se manterem de pé: a China. Kim consegue agora se movimentar mais no xadrez internacional. A dinastia consegue uma sobrevida. E a Rússia segue sendo peça-chave na geopolítica. Ponto (de novo) para Putin.


Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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