Christina Lemos Instituto Butantan afirma que não utilizou insumos falsificados  

Instituto Butantan afirma que não utilizou insumos falsificados  

Duas pessoas foram presas no Paraná acusadas de vender substâncias adulteradas ao Instituto que produz a vacina CronaVac

O Instituto Butantan negou hoje por meio de nota que tenha adquirido insumos falsos após a prisão preventiva de um administrador e o vendedor de um laboratório no Paraná. Eles foram  acusados de vender substâncias impróprias e adulteradas para o Instituto Butantan, de São Paulo, que produz a vacina CoronaVac. A empresa teria feito a adulteração de álcool em gel e trocado glicerina por glicerol numa venda por licitação ao instituto paulista.

O Butantan emitiu uma nota nesta quarta-feira (7) em que afirma não ter utilizado os produtos provenientes da empresa Control Lab Comércio de Produtos para Laboratórios como insumo ou matéria-prima para a fabricação ou análises dos produtos, incluindo vacinas ou soros.

Segundo nota do Instituto, "boa parte dos materiais adquiridos da empresa investigada sequer chegou a entrar nos laboratórios de Controle de Qualidade, uma vez que outras marcas foram utilizadas".

Produção da vacina CoronaVac no Butantan, em São Paulo

Produção da vacina CoronaVac no Butantan, em São Paulo

Amanda Perobelli/Reuters - 22.12.2020

-Os poucos materiais utilizados tratavam-se de produtos de apoio e/ou com baixa criticidade e passaram por algum tipo de controle que possibilitaria a identificação de uma possível adulteração ao longo da sua utilização.

De acordo com o Instituto, foi possível garantir que a situação não apresentou nenhum tipo de risco à qualidade, segurança e eficácia dos produtos analisados no Instituto.

- A empresa investigada não faz mais parte da nossa lista de fornecedores e reforçamos nosso compromisso com a qualidade dos produtos que são fabricados e analisados no Instituo Butantan há mais de um século, conclui a nota.

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