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Voto de Galípolo por manutenção de juros “sabota” discurso do Planalto

Decisão por interromper baixa da Selic foi unânime. Lula e PT concentram ataques em Campos Neto

Christina Lemos|Christina LemosOpens in new window


Gabriel Galípolo
Gabriel Galípolo Washington Costa / MF/Divulgação

Desagradou o Planalto a manutenção da taxa Selic em 10,50%, em decisão unâmine do Copom, inclusive de diretores indicados pela gestão de Lula. A forte contestação à política monetária no PT, também vocalizada pelo próprio presidente da República, complica a posição de Gabriel Galípolo, ex-auxiliar de Haddad, cotado para substituir Roberto Campos Neto no comando do Banco Central.

O mandato de Campos Neto termina em dezembro e não há confirmação de que ele pretenda antecipar a saída do cargo para agosto, como chegou a circular entre pessoas próximas a ele. A iniciativa também anteciparia o cumprimento da quarentena, exigência legal que restringe a atuação profissional de um ex-presidente do BC por 6 meses.

A eventual indicação de Galípolo para a vaga é dada como certa no meio político em Brasília. O ex-auxiliar de Haddad, no entanto, acaba de dar um sinal de que não vai se contrapor à análise técnica da maioria dos integrantes do Copom, podendo vir a frustrar tanto o PT quanto o presidente da República, que atribuem a Campos Neto o papel de “sabotador” do esforço do governo para promover o crescimento.

Considerado pelo partido e por integrantes do núcleo palaciano como representante do governo Bolsonaro no comando da política monetária - Campos Neto voltou ao centro de ataques e críticas desde que o presidente do Banco Central foi homenageado com um jantar pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A bancada do PT na Câmara chegou a entrar com Ação Popular contra Neto, contestando a alegada atividade política do dirigente do BC.

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A ata do Copom, com as alegações técnicas para a interrupção da sequência de 8 reduções consecutivas da taxa básica de juros, será divulgada na semana que vem.


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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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