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Dia dos Namorados tem inflação de até 4,14%, aponta FGV

Serviços como academia, cinema, hotel e salão de beleza lideram alta; já alguns itens de presentes tiveram queda de até 1,31%

Conta em Dia|Ana VinhasOpens in new window

Comércio espera movimentar R$ 2,6 bilhões no Dia dos Namorados Comércio espera movimentar R$ 2,6 bilhões no Dia dos Namorados

Os serviços mais procurados para o Dia dos Namorados, comemorado nesta quarta-feira (12), tiveram aumento médio de preços de 4,14% nos últimos 12 meses. É o que mostra pesquisa realizado pelo FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

Já os produtos mais procurados para a data registraram aumento médio de 1,16% nos últimos 12 meses. O índice representa quase metade da inflação geral apurada no mesmo período, que foi de 3,28%.

A alta dos serviços foi puxada pela academia de ginástica, cujo preço avançou 5,18%. O estudo tem como base 25 itens e serviços do IPC-S/FGV Ibre.

Outros itens da cesta de serviços que mais sofreram aumento foram:

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  • Cinema (4,68%)
  • Hotel/motel (4,52%)
  • Salão de beleza (4,46%)

“A inflação no setor de serviços está tipicamente mais associada ao grau de rigidez dos custos do setor e à dinâmica da atividade econômica. Em 2023, o rendimento médio real teve um aumento de 7,5%. No mesmo ano, o PIB apresentou um crescimento de 2,9%. Em conjunto, esses fatores explicam o processo de pressão nos preços de serviços de lazer, hospedagem e cuidados pessoais”, afirma o economista do FGV Ibre Matheus Dias.

Pelo lado dos produtos mais escolhidos como presente, a cesta teve uma queda média de -1,31%. As maiores reduções vieram principalmente dos cosméticos: sabonete (-7,25%), xampu, condicionador e creme (-2,59%), perfume (-2,02%), produtos eletrônicos também foram destaque na redução dos preços com celulares (-4,38%), computadores e periféricos (-4,06%).

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Apesar das quedas, os produtos desejados para presente também apresentaram altas: livros (4,86%), relógio (4,16%), produtos para barba (4,15%) e cintos e bolsas (2,11%) registraram as altas mais expressivas dentre 19 produtos selecionados.

“Os setores de bens duráveis e semiduráveis apresentam desaceleração desde o início de 2023. A principal causa é o ciclo de aperto monetário implementado pelo Banco Central, com a taxa Selic atingindo 13,75% entre agosto de 2022 e julho de 2023. O aumento da taxa Selic, combinado com a alta da inflação, leva o consumidor a ser mais cauteloso em suas compras. Priorizam-se itens essenciais, enquanto a aquisição de produtos como celulares e computadores é adiada”, acrescenta Dias


Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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