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Morre a lenda. Ficam as histórias

Silvio Santos morre aos 93 anos e deixa um legado para a televisão brasileira

Crônicas do Stoliar|Do R7

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Quando pedi para tirar uma foto com Silvio, veio aquele: “VEM PRA CÁ!”. Me quebrou Arquivo Pessoal

Eu tinha 19 anos quando entrei no camarim do Silvio no SBT em São Paulo. Estava muito nervoso. Era a primeira vez que encontrava o Silvio após me tornar repórter da emissora dele. Não sabia como seria a recepção, mas, quando pedi para tirar uma foto com ele, veio aquele “VEM PRA CÁ!” que me quebrou.

O Silvio era uma lenda, e eu estava na frente dela. Era impossível se manter tranquilo na frente do Silvio. Mas o que mais me chamou atenção foi o microfone pendurado no pescoço com um elástico. Isso mesmo! Um elástico igual aqueles de prender cabelo... O homem mais famoso do Brasil e milionário pendurava o microfone com um elástico!!! Isso mostrava a simplicidade do Silvio. A mesma que conquistou o país por décadas. O maior artista, um dos maiores empresários, a pessoa mais famosa do Brasil. Silvio era visionário.


Quando pedi demissão do SBT, alguns anos depois, para ir para a concorrência, estive com o Silvio. Frente a frente. Ele perguntou porque eu estava saindo do SBT. Minha resposta foi ousada. Falei que iria para outra emissora porque precisava ganhar um salário melhor. Na época, era importante valorizar minha imagem na emissora que tinha mais audiência no jornalismo. Em vez de aumentar meu salário e me segurar no SBT, Silvio me deu os parabéns e disse: “Vai lá e dá seu show!”.

Em vez de me prender, me deixou voar. Foi a melhor coisa que ele fez na minha vida e nunca vou esquecer isso. Graças a ele, consegui construir minha carreira longe de “casa”. Silvio era uma lenda. Um exemplo de trabalho duro, carisma e simplicidade. Para mim e para milhões. Tinha problemas e errava como qualquer mortal e, mesmo assim, se tornou imortal.

Silvio morre aos 93 anos e deixa um legado indiscutível na TV brasileira. Ele construiu a televisão que vemos hoje e só temos a agradecer por isso. Mas, ao contrário do que ele dizia, hoje não é dia de sorrir e cantar. É dia de lamentar. Vá em paz, Silvio. Sua história e seu legado estarão sempre por aqui.

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