Logo R7.com
RecordPlus
Luiz Fara Monteiro

Especialistas explicam como funciona treinamento cerebral realizado pelos pilotos de caça da Força Aérea Brasileira

Técnica é utilizada para aprimorar capacidades como foco e concentração durante voos

Luiz Fara Monteiro|Luiz Fara MonteiroOpens in new window

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Treinamento cerebral realizado pelos pilotos de caça da FAB Divulgação

Os pilotos de caça são responsáveis por realizar missões com o objetivo de defender o espaço aéreo brasileiro. Para desempenhar essa função, além da formação técnica é necessário ter foco e muita atenção. Uma das formas de aprimorar essas capacidades é através do exame eletroencefalograma (EEG) e do treinamento cerebral com o neurofeedback.

Os responsáveis por realizar essa técnica com os pilotos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) são a neurocientista e especialista em neurofeedback, Drª Emily Pires, e o engenheiro, Profº Faria Pires, do Centro de Treinamento Cerebral de São José dos Campos, ‘BrainEstar’.


De acordo com Emily Pires, a avaliação com os pilotos é realizada em uma situação de voo simulado adverso com diferentes graus de dificuldade. “Nessa simulação o piloto é avaliando em tempo real com o uso do EEG, também conhecido como ‘mapeamento cerebral’, que é um exame não invasivo que registra e analisa as atividades elétricas do cérebro”, segundo ela, a análise de fatores humanos na aviação é fundamental para medir a carga de trabalho máxima que um piloto pode suportar mantendo a segurança de voo.

“O EEG oferece uma ferramenta valiosa para medir a carga de estresse, bem como o limite operacional de cada piloto e é isso que estamos fazendo no ITA, trabalhando em métricas de determinação de esforço cognitivo e motor dos pilotos”, comenta.


O engenheiro e diretor técnico da BrainEstar, Profº Faria Pires, explica que o neurofeedback, ferramenta utilizada para regular as funções cerebrais, e o EEG são técnicas utilizadas pela Nasa desde os anos 80. “Essas técnicas já fazem parte da rotina da Nasa, tendo em vista que o monitoramento de toda a atividade orgânica dos tripulantes é crucial para a garantia da segurança e dos investimentos astronômicos já realizados no programa espacial. O que nós fazemos no ITA é uma iniciativa, até certo ponto pioneira, de introdução de sistemas de medida quantitativas para avaliação de esforço humano e carga de trabalho em pilotos”, esclarece.

Além de engenheiro, Faria Pires também é piloto de caça da Força Aérea Brasileira e professor no ITA. “Para nós da BrainEstar é um orgulho muito grande poder participar desse projeto e poder colaborar no início de uma jornada que pode levar a meios eficientes de avaliação e treinamento de tripulantes tanto da aviação civil, quanto da militar”, afirma.


Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.