Luiz Fara Monteiro Linhas Aéreas de Moçambique: a nova vítima de ataque cibernético

Linhas Aéreas de Moçambique: a nova vítima de ataque cibernético

No Brasil, Gol e Latam também se viram ameaçadas por hackers em 2021

LAM, de Moçambique, tem operações afetadas por hackers

LAM, de Moçambique, tem operações afetadas por hackers

Dilvulgação

Os ataques de hackers às companhias aéreas têm se tornado frequentes.

Neste fim de semana foi a vez da africana Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), que teve seu servidor afetado, especialmente o sistema de comunicação interna e alguns serviços a clientes. O anúncio foi feito pela LAM. .
De acordo como o comunicado, "o sistema informático sofreu um ataque do tipo 'ransomware'", ou seja, um bloqueio na sequência do qual é pedido um resgate.

A LAM indicou que seus profissionais de T.I. eliminaram as "ações do ataque", fornecendo "meios alternativos para o funcionamento das áreas afetadas, com ênfase para o 'email' e serviços afins".

A plataforma de serviços "está em reposição gradual, com o objetivo de garantir a retomada efetiva e segura das atividades", informou a companhia moçambicana.

O sistema de reservas e os dados de passageiros da LAM funcionam em nuvens, servidores remotos acessíveis pela Internet.

No Brasil as companhias também têm enfrentado ameaças graves.

Na noite de 2 de outubro a Gol convocou sua equipe de segurança da informação e T.I. a permanecerem em estado de alerta máximo devido a uma ameaça de ataque cibernético em sua rede. A origem da precaução foi um ataque hacker contra a CVC Corp, o que levou a companhia aérea a bloquear todos as mensagens enviadas pela operadora. 

"Como medida preventiva e para eliminar o risco do vírus também atingir a nossa operação, todos os emails enviados pela CVC para a Gol foram bloqueados até a total estabilização do ambiente da parceira", dizia o comunicado da companhia aérea. 

Em março a Latam informou aos clientes em março que parte dos membros de seu programa de fidelidade teve seus dados vazados por meio de um ataque sofrido pela multinacional Sita, prestadora de serviços de tecnologia da informação ao setor aéro, incluindo Gol e Azul.

"Esse ataque aos sistemas Sita afetou parte de suas informações pessoais do programa Latam Pass, como nome, sobrenome, número de membro e categoria" , informou a Latam em comunicado à época.

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