Estúdio News Novembro Azul: como se prevenir do câncer de próstata, o 2º mais comum entre homens

Novembro Azul: como se prevenir do câncer de próstata, o 2º mais comum entre homens

A hereditariedade é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença

João Manzano, urologista do Instituto da Próstata do Hospital Moriah, e Maurício Murce, urologista do A. C. Camargo Center

João Manzano, urologista do Instituto da Próstata do Hospital Moriah, e Maurício Murce, urologista do A. C. Camargo Center

Divulgação

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum na população masculina e a estimativa é de 68 mil casos por ano, com cerca de aproximadamente 15 a 16 mil óbitos no período, segundo as últimas estatísticas do Instituto Nacional do Câncer.

Como medida de conscientização da população masculina sobre o câncer de próstata e os benefícios de se fazer o diagnóstico precoce, a campanha Novembro Azul surgiu na Austrália, em 2003, e ao longo do tempo percebe-se uma resistência cada vez menor dos homens em relação à busca pela consulta com o urologista para avaliação da próstata, como afirma o urologista do A. C. Camargo Center, Maurício Murce Rocha. 

O urologista do Instituto da Próstata do Hospital Moriah, João Manzano, explica que a hereditariedade é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de próstata.
“Sabemos que dependendo do número de parentes de primeiro grau cometidos, por exemplo, pais, irmãos, esse risco pode ser até dez vezes maior do que a população geral e é preciso um cuidado especial e serem feitos exames antes do que é o recomendado para maioria”, enfatiza Manzano. 

Além do fator genético, outros fatores de risco devem ser considerados, sendo eles: raça, pois homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer e obesidade.

Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem consultar o urologista sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico).

Maurício Murce explica que a próstata por ser um órgão interno e não ter a característica externa como acontece com as mamas, não se recomenda o autoexame pelo paciente.

O diagnóstico precoce é a única forma de garantir a cura do câncer de próstata, porém no geral, essa é uma doença completamente silenciosa.

Manzano afirma que, hoje, é possível atingir taxas altíssimas de cura, mas em estágios extremamente iniciais, por isso ressalta a importância de se procurar voluntariamente o urologista para fazer o exame de rastreamento e se detectar o mais precocemente possível ainda nos estágios iniciais.

“Nos estágios iniciais do câncer de próstata não vai trazer nenhum sintoma para o paciente, isso que também é um problema no diagnóstico porque aí, também, o paciente não vai procurar ajuda. O câncer de próstata até pode dar sintomas, mas geralmente quando já está em estágio muito avançado e nesses estágios, geralmente, não há mais possibilidade de cura”, alerta o urologista. 

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