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Mesmo com o preço caindo há 14 meses, arroz ainda está 56% mais caro do que três anos atrás

Alimento dobrou de valor no varejo brasileiro entre o início de 2019 e o fim de 2020 por causa da disparada do dólar, que tornou venda para o exterior mais atrativa aos produtores

Renda Extra|Marcos Rogério Lopes,do R7

Arroz fica mais em conta em 2022, mas segue caro
Arroz fica mais em conta em 2022, mas segue caro Arroz fica mais em conta em 2022, mas segue caro

As quedas sucessivas no preço do arroz desde o início de 2021 podem dar aos consumidores brasileiros a impressão de que, enfim, o alimento está barato. Mas essa conclusão passa longe da verdade. Apesar das 14 reduções mensais seguidas, o valor do cereal ainda está 56% mais alto do que o cobrado em fevereiro de 2019, há três anos.

Levantamento usou como base os dados apurados mensalmente pelo Procon de São Paulo.

No segundo mês de 2019, o saco de arroz de 5 kg era vendido nas prateleiras do país por R$ 11,80 em média. A alta do dólar no Brasil tornou a venda para o exterior muito mais atrativa para os produtores nacionais. Com isso, a quantidade menor do alimento no mercado interno fez o preço disparar. Em dezembro de 2020, ele atingiu o maior valor: R$ 24,06, mais de 100% de aumento.

Veio 2021 e, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da USP (Universidade de São Paulo), a diminuição no consumo interno e as exportações aquém do esperado resultaram em elevação dos estoques de arroz e fizeram o preço cair.

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Apesar de a moeda americana ter continuado com câmbio em alta em 2021, pesou para os brasileiros deixarem o alimento de lado o histórico recente de inflação no produto e a queda de poder de compra geral verificada em todo o país, com desemprego elevado e preços salgados em todos os setores.

Em 2022, a queda do dólar também ajuda a explicar as duas reduções no preço do cereal verificadas em janeiro e fevereiro. 

Dos R$ 24,06 cobrados por 5 kg do alimento em dezembro de 2021, o preço caiu para R$ 18,43 em fevereiro deste ano (o último dado disponível no Procon-SP) — 24% menos, mas longe ainda dos R$ 11,80 de três anos atrás.

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