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Agentes ocupam 'centro de treinamento' do tráfico em 2º dia de megaoperação no Rio

As forças de segurança do estado voltaram a atuar no Complexo da Maré e na comunidade Cidade de Deus

Rio de Janeiro|

Criminosos foram flagrados em treinamento de táticas de guerrilha em clube na Maré
Criminosos foram flagrados em treinamento de táticas de guerrilha em clube na Maré Criminosos foram flagrados em treinamento de táticas de guerrilha em clube na Maré

As forças de segurança do Rio entraram no segundo dia de operações contra facções que atuam no tráfico de drogas na cidade, nesta terça-feira (10). Assim como na segunda (9), cerca de mil agentes das polícias Civil e Militar, inclusive de batalhões especiais, atuam em diversas favelas da cidade, em especial no Complexo da Maré, na zona norte. A Cidade de Deus, na zona oeste, também é alvo da operação.

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O foco principal desta vez é outra facção criminosa. No início da manhã, policiais militares foram a um clube na Maré que servia como "centro de treinamento" dos criminosos, onde eles exercitavam táticas de guerrilha e incursões.

Além do centro de treinamento do tráfico, nesta terça-feira agentes da DRE (Delegacia de Repreensão a Entorpecentes) encontraram uma plantação de skunk em uma casa de dois andares na Vila do João, no Complexo da Maré. O skunk é conhecido como "supermaconha" e possui efeitos mais potentes e nocivos ao cérebro.

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A megaoperação começou nesta segunda-feira, quando as forças de segurança foram a bases da maior facção criminosa que atua no estado. A organização criminosa é suspeita do assassinato de três médicos em um quiosque na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, na semana passada.

No primeiro dia de operação, nove pessoas foram presas, três delas em flagrante — para as outras seis havia mandados de prisão em aberto. Entre os presos está um policial militar que fazia a "segurança" de um caminhão carregado com 100 kg de cocaína. A carga apreendida é avaliada em R$ 12 milhões.

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A operação também apreendeu meia tonelada de maconha e acabou com um laboratório de refino de drogas e fabricação de explosivos. Em paralelo, agentes da Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) realizaram uma operação em presídios do Complexo de Gericinó, em Bangu, para coibir a atuação de líderes das facções. Ao todo, 58 celulares foram apreendidos nas celas, além de 1 kg de drogas.

Assassinato de médicos é investigado

A megaoperação desta semana ocorre na esteira do assassinato de três médicos, na semana passada. A principal hipótese da polícia para a motivação do crime é que um dos profissionais pode ter sido confundido com um miliciano. Além do conflito declarado entre facções ligadas a traficantes e outras de milicianos, alguns grupos estão se unindo para tentar expandir suas áreas de atuação.

O médico Perseu Ribeiro Almeida pode ter sido confundido com o miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, filho de Dalmir Pereira Barbosa. A tese foi compartilhada por investigadores do Rio com agentes de São Paulo que prestam apoio ao inquérito.

Imediatamente após a ocorrência, a Delegacia de Homicídios da Capital foi acionada e investiga as mortes de Marcos de Andrade Corsato, Perseu Ribeiro Almeida e Diego Ralf de Souza Bomfim. Diego é irmão da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), que cobrou apuração do caso e se disse "devastada" com a notícia.

Também atingido por disparos naquela noite, o médico Daniel Sonnewend Proença foi socorrido e permanece hospitalizado. Ele foi transferido para São Paulo no início desta semana.

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