Rio de Janeiro Denunciado pela morte de juíza, ex-marido fica calado em audiência

Denunciado pela morte de juíza, ex-marido fica calado em audiência

Viviane Vieira do Amaral levou 16 facadas na frente dos filhos na véspera de Natal na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio

Viviane Vieira do Amaral tinha 46 anos

Viviane Vieira do Amaral tinha 46 anos

Reprodução

O engenheiro Paulo José Arronenzi, denunciado pela morte da juíza Viviane Vieira do Amaral em dezembro de 2020, se calou durante interrogatório, no 3º Tribunal do Júri do Rio, na tarde desta quarta-feira (14). Ele participou da última audiência de instrução do caso, que vai definir se réu será levado a juri popular. 

A sessão durou pouco mais de três horas e foi marcada pela comoção de familiares e amigos da juíza. A primeira etapa do processo foi concluída após o depoimento de oito testemunhas. Agora, acusação e defesa têm prazo de cinco dias para alegações finais. 

O feminicídio aconteceu na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, na véspera de Natal. Viviane Vieira do Amaral tinha 45 anos e levou 16 golpes de faca do ex-marido, segundo laudo do IML (Instituto Médico Legal). O rosto e o pescoço da vítima foram as áreas mais atingidas. O crime aconteceu diante dos filhos do casal.

Três meses antes de ser morta, a juíza havia feito registro de lesão corporal e ameaça. Ela chegou a ter escolta realizada pela polícia, mas pediu para retirá-la pouco tempo depois.

Crime aconteceu na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro

Crime aconteceu na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro

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Paulo José Arronenzi foi preso em flagrante logo após o crime por guardas municipais. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o assassinato foi motivado "pelo inconformismo do acusado com o término do relacionamento, especialmente pelas consequências financeiras do fim do casamento na vida do engenheiro". Ele foi denunciado por homicídio quintuplamente qualificado. 

A juíza Viviane Vieira do Amaral, que tinha 45 anos, integrou a Magistratura do Estado do Rio de Janeiro por 15 anos e atuava na 24ª Vara Cível da Capital. 

Um grupo formado por nove juízas e o presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro, juiz Felipe Gonçalves, que presta assistência à família da vítima, acompanharam os depoimentos da plateia.  

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