Rio de Janeiro Esquema de tráfico usa mangas para enviar cocaína do Rio à Europa

Esquema de tráfico usa mangas para enviar cocaína do Rio à Europa

Polícia achou carga de 3.500 frutas em galpão na Baixada Fluminense. Investigadores avaliam material em cerca de R$ 185 milhões

  • Rio de Janeiro | Rafaela Oliveira, do R7*, com Record TV Rio

A Polícia Civil encontrou, nesta quinta-feira (30), um galpão com 600 kg de cocaína escondidos em mangas em Itaguaí, na Baixada Fluminense. Segundo as investigações, a droga, que renderia aproximadamente R$ 185 milhões, tinha como destino países da Europa e Ásia. No local, dois dos empresários envolvidos foram presos. 

Cerca de 3.500 mangas foram apreendidas

Cerca de 3.500 mangas foram apreendidas

Reprodução/PCERJ

Além das frutas, foram achados sete sacos de açúcar com cocaína, que acumulavam 95 kg. Na soma, são quase 700 kg da droga. A Polícia Civil informou que essa foi uma das maiores apreensões do entorpecente no Rio de Janeiro.

Investigado há 11 meses pela DRFC (Delegacia de Roubos e Furtos de Carros), o esquema criminoso envolve empresas de logística de fachada que funcionam há pelo menos dois anos. Elas se localizam em Santos, no litoral de São Paulo. 

Segundo o delegado Vinicius Domingos, grupos de roubo de carga estão migrando para o tráfico internacional de drogas. Ele explicou, em coletiva de imprensa na Cidade da Polícia, na zona norte do Rio, que a opção pelas mangas tem a ver com a diferença entre a densidade do miolo e a da parte comestível da fruta.

Cerca de 3.500 mangas comportavam os 600 kg de cocaína. O caroço era retirado para que os criminosos pudessem preenchê-las com a droga. Dessa forma, o detector dificilmente notaria o conteúdo. Todo o material era mantido refrigerado. 

Como informado pelos investigadores, já se sabe o nome do cartel de tráfico internacional de drogas. No entanto, ainda não há confirmação de ligação dessa quadrilha a grupo da Maré nem de qual porto seria usado para exportação, o de Itaguaí ou o do centro do Rio. 

A ação teve apoio da Polícia Federal. 

*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa

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