Rio de Janeiro Jacarezinho: um mês depois, sigilo de parte do inquérito é suspenso

Jacarezinho: um mês depois, sigilo de parte do inquérito é suspenso

MP conseguiu levantar sigilo de ofícios de requisições e laudos técnicos sobre a ação que provocou 28 mortes no dia 6 de maio

  • Rio de Janeiro | Do R7, com informações da Record TV

Protesto após ação no Jacarezinho

Protesto após ação no Jacarezinho

Reuters - 07.05.2021

O Ministério Público do Rio conseguiu levantar o sigilo de informações do inquérito que investiga a ação de policiais no Jacarezinho. Na Operação Exceptis, há um mês, 28 pessoas morreram.

Duas investigações estão em andamento, uma na delegacia de homicídios e outra no MP, que conseguiu permissão para tornar pública parte dos dados da operação. O restante do inquérito continua sob sigilo de cinco anos, determinado pela Polícia Civil. O motivo do sigilo seria evitar que os traficantes conheçam os métodos de operação dos policiais.

Foram mantidos em segredo nomes, endereços e imagens das pessoas envolvidas, além de testemunhas. Foram tornados públicos documentos como ofícios de requisições e laudos técnicos.

Trinta dias depois, a polícia mantém a posição de que não houve excessos. “Nas investigações, não há ainda qualquer elemento que me diga que houve execução. Havia uma ordem de enfrentamento maior. Essa ordem foi cumprida à risca pelos traficantes que atiravam pra matar a polícia. A polícia reagiu à ação deles”, afirma Allan Turnowski, secretário de Polícia Civil do Rio.

A operação foi planejada durante dez meses. Assim que os policiais entraram na comunidade, um agente foi baleado. André Frias tinha 48 anos e morreu no hospital. Outras vinte e sete pessoas morreram no confronto que se seguiu. De acordo com a polícia, 25 tinham antecedentes criminais e dois eram investigados.

A Defensoria Pública acompanha os familiares dos mortos e moradores da comunidade. “A violência que elas passaram ninguém merece passar. Isso não pode passar batido, a gente tem que ter uma resposta à sociedade”, diz Guilherme Pimentel, ouvidor da Defensoria Pública do Rio de Janeiro.

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