Rio de Janeiro RJ tem menor número de mortes violentas desde 1999, aponta ISP

RJ tem menor número de mortes violentas desde 1999, aponta ISP

Na contramão dos registros gerais, a violência doméstica aumentou durante a quarentena em meio à pandemia do novo coronavírus 

Houve redução também nas mortes por intervenção do Estado

Houve redução também nas mortes por intervenção do Estado

Ariel Subirá /Futura Press/2.05.2014/Estadão Conteúdo

O Rio de Janeiro registrou o menor número de mortes violentas dos últimos 21 anos no primeiro semestre deste ano, de acordo com dados do ISP- RJ (Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro) divulgados nesta quinta-feira (16). 

Segundo o levantamento, foram 1.953 crimes intencionais nos primeiros seis meses de 2020.

Em comparação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 10,2% de mortes violentas, que incluem homicídios dolosos, roubos seguidos de morte e lesões corporais seguidas de morte.

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Os dados também mostram uma redução nas mortes provocadas em ações policiais. No primeiro semestre do ano, foram 775 casos, 12% a menos do que o mesmo período de 2019.

Violência contra a mulher durante a quarentena

Ainda de acordo com o ISP-RJ, entre 13 de março e 30 de junho, houve uma diminuição nos registros de ocorrência da violência contra a mulher, em comparação com o mesmo período de 2019.

Nos casos de violência moral, a queda foi de 58,6%, já de violência sexual foi de 41,8%, e de violência física foi de 40,2%.

Apesar da redução dos registros gerais, a proporção de delitos que ocorreram dentro de casa aumentou para crimes graves. O instituto apontou que 67,2% das mulheres vítimas de violência física e 68% de violência sexual foram atacadas dentro das residências.

Por conta da diminuição dos registros de ocorrência feitos nas delegacias policiais durante a quarentena, o Monitor da Violência contra Mulher foi criado, em junho, com objetivo de analisar os dados em meio ao cenário em que vítimas podem ter ficado em casa com agressores, o que teria gerado subnotificação de crimes. 

*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira 

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