São Paulo Após pegar quase R$ 6 mi em obras de Santos, PF prende 5 em flagrante

Após pegar quase R$ 6 mi em obras de Santos, PF prende 5 em flagrante

Empreiteiro responsável foi abordado após ter trocado uma grande quantidade de moeda estrangeira por reais em uma agência de turismo

Agência Estado
Sede da Polícia Federal em Santos, no litoral paulista

Sede da Polícia Federal em Santos, no litoral paulista

Reprodução/Google Street Views

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (2) cinco suspeitos de participação em crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e lavagem de capitais, após apreender R$ 1.825.700,00 e U$ 730 mil, quantia que, se somada, chega a um total de quase R$ 6 milhões, em um imóvel em construção em Santos, no litoral paulista.

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Segundo a PF, o empreiteiro responsável pela obra foi abordado logo após ter saído de uma agência turismo, onde trocou grande quantidade de moeda estrangeira por reais, sem apresentar documentos comprobatórios da transação cambial e tão pouco explicar a origem e destino dos recursos financeiros com ele localizados.

Ao mesmo tempo, outro grupo de policiais federais dirigiram-se ao imóvel, onde em um dos cômodos e em compartimentos secretos localizados no interior de dois veículos que se encontravam na garagem, foi encontrada "vultosa quantidade de valores em espécie".

A outra responsável pela residência compareceu ao local e também não soube esclarecer a origem do dinheiro encontrado. Ela disse ser a responsável e futura moradora do local quando a obra terminasse.

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Tanto o empreiteiro como a outra responsável pela residência foram presos, além de outras três pessoas ligadas a agência de turismo que foram detidas pelo crime previsto no artigo 16 da Lei 4.792/86 - "fazer operar, sem a devida autorização, ou com autorização obtida mediante declaração falsa, instituição financeira, inclusive de distribuição de valores mobiliários ou de câmbio". O trio foi liberado mediante pagamento de fiança.

Além do dinheiro, três veículos foram apreendidos (dois com compartimento secreto e o terceiro utilizado pela responsável do imóvel).

A PF indicou ainda que residência será objeto de pedido judicial de sequestro para que, caso não seja comprovada origem lícita dos valores utilizados para sua aquisição, seja determinado o seu perdimento em favor da União.

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