São Paulo Cidade de SP deve receber 165 mil doses de Pfizer neste sábado (11)

Cidade de SP deve receber 165 mil doses de Pfizer neste sábado (11)

Expectativa é de que as unidades de vacinação estejam abastecidas na tarde de segunda-feira (13). Mais 5 estados não têm doses

  • São Paulo | Letícia Dauer, da Agência Record

Doses devem chegar às unidades de vacinação na segunda-feira (13)

Doses devem chegar às unidades de vacinação na segunda-feira (13)

REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), informou que está prevista para este sábado a chegada de 165 mil doses do imunizante da Pfizer no Centro de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Cadi) da capital.

A medida será válida para aqueles que deveriam tomar a segunda dose da AstraZeneca entre 1º e 15 de setembro. Para este grupo são necessárias cerca de 340 mil doses. A expectativa é de que as unidades de vacinação estejam abastecidas na tarde de segunda-feira.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), informou que segue o Plano Estadual de Imunizações (PEI) e que aguarda a publicação do informe técnico que permite a aplicação de segunda dose da vacina Pfizer, contra a Covid-19, para quem recebeu a primeira da AstraZeneca.

Até a sexta-feira (10), a capital aplicou 15.735.782 doses, sendo 9.964.976 primeiras doses, 5.428.874 segundas doses, 321.853 doses únicas e 20.079 doses adicionais.

A cobertura vacinal para população acima de 18 anos está em 105% para primeira dose ou dose única e 62,3% para segunda dose ou dose única. Em adolescentes de 12 a 17 anos foram aplicadas, até o momento, 595.175 primeiras doses, com cobertura vacinal de 70,5%.

Na sexta-feira (10), pelo segundo dia consecutivo, mais de 98% dos postos de vacinação na capital paulista estão sem o imunizante AstraZeneca para a segunda dose contra covid-19. Mais de 60% dos postos também não possuem doses da fabricante Pfizer.

Até às 13h30, 507 dos 510 postos em funcionamento na cidade registraram falta de doses da AstraZeneca, segundo a plataforma da Prefeitura de São Paulo "De Olho na Fila". Também 355, dos 510 postos no total, registram falta de doses da fabricante Pfizer.

O site, conhecido como "filômetro", acompanha o movimento nas unidades, e a disponibilidade das vacinas para a segunda dose em tempo real. 

Aguardam o reabastecimento do imunizante AstraZeneca: 187 postos na zona leste, 152 postos na zona sul, 91 na zona norte, 32 na zona oeste e 10 no centro de São Paulo. Além disso, 18 drive-thrus, 13 postos volantes, 3 mega-postos e 1 parque estão sem a vacina.

Com relação à Pfizer, são: 178 postos na zona leste, 117 postos na zona sul, 32 na zona norte, 9 na zona oeste e 1 no centro de São Paulo. Além disso, 10 drive-thrus, 7 postos volantes e 1 mega-posto estão sem a vacina. Cerca de 99,4% dos postos de vacinação na capital estão sem a AstraZeneca para segunda dose.

A situação é pior que na última quinta-feira (10), às 11h41, quando o registro apontava 98%. São 69,6% dos postos de vacinação também sem doses da Pfizer, nesta sexta-feira (10).

A Secretaria Municipal de Saúde afirmou, por meio de nota, que aguarda a chegada de novos lotes da vacina AstraZeneca conforme divulgado recentemente pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e manterá a população informada tão logo sejam recebidos.

O governo do estado de São Paulo divulgou uma nota dizendo que o Governo Federal deixou de enviar "cerca de 1 milhão de 2ª doses de AstraZeneca para São Paulo, provocando um verdadeiro apagão de vacinas nos 645 municípios do estado."

Diante da situação, o governo do Estado disse ter encaminhado um ofício ao Ministério da Saúde solicitando cerca de 3,2 milhões de vacinas da AstraZeneca para concluir os esquemas vacinais até outubro. Segundo eles, não houve resposta.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que "ao contrário do que foi divulgado pelo governo de São Paulo, o Ministério da Saúde não deve segunda dose de vacina Covid-19 da AstraZeneca ao estado."

O órgão justificou que o estado de São Paulo utilizou como primeira dose vacinas destinadas à dose dois, o que justificaria o déficit no esquema vacinal. No entanto, o Ministério da Saúde não informou se mais doses serão encaminhadas para suprir a demanda de aplicação da segunda dose.

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