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Jovem morta durante carona foi estuprada, diz Ministério Público

Vítima tinha oferecido viagem por meio de um aplicativo de celular

São Paulo|Giorgia Cavicchioli, do R7


Kelly foi achada morta no dia 2 de novembro
Kelly foi achada morta no dia 2 de novembro

O MP-MG (Ministério Público de Minas Gerais) concluiu, nesta terça-feira (21), que a jovem Kelly Cristina Cadamuro, 22 anos, foi estuprada antes de ser assassinada pelo suspeito Jonathan Pereira do Prado, 33.

A jovem tinha desaparecido depois de oferecer uma carona via um aplicativo de celular e foi encontrada morta no dia 2 de novembro próximo da cidade de Frutal, no Triângulo Mineiro.

Segundo o MP, durante o percurso, ele pediu para que a vítima que parasse o carro. Prado, então, atacou a jovem e deu uma gravata para que ela desmaiasse.

De acordo com a denúncia oferecida pela Promotoria de Justiça de Frutal, ele tirou Kelly ainda com vida do banco traseiro do carro e a arrastou por alguns metros até o matagal. Lá, ele praticou o estupro, consistente em “contemplação lasciva ou com a prática de atos libidinosos que não deixaram vestígios”.

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“A fim de evitar que a vítima o reconhecesse futuramente e para possibilitar que seus bens fossem subtraídos sem resistência, o executor comprimiu a corda que estava amarrada ao pescoço da jovem, executando-a cruelmente por asfixia mecânica decorrente de enforcamento”, concluiu a denúncia.

Prado foi denunciado pelo MP por latrocínio, estupro, ocultação de cadáver e fraude processual. A denúncia tem agravantes que são o fato de ele ser reincidente e ter cometido o crime por meio cruel, em estado de embriaguez e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

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Segundo inquérito policial, Prado estava foragido desde 2017 do sistema prisional e passou a participar de grupos do aplicativo de carona entre os municípios de Campina Verde (MG), Itapagipe (MG) e São José do Rio Preto (SP).

Jonathan Pereira do Prado estava foragido
Jonathan Pereira do Prado estava foragido

No dia 21 de outubro, a vítima anunciou no grupo que pretendia ir de São José do Rio Preto (SP) até Itapagipe (MG), na véspera do feriado de Finados. No dia 31, ele usou um nome falso para conversar com Kelly e disse que ele e sua namorada queriam a carona.

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De acordo com a denúncia, “o réu induziu a vítima a erro com o propósito de levar a cabo os crimes que seriam praticados em subsequência, objetivando, covardemente, que a jovem não temesse viajar apenas com ele”.

Segundo as investigações, ele usou cocaína e consumido bebida alcoólica no dia da carona para poder criar coragem para a execução do plano. Ele levou uma corda para o encontro com a vítima e apareceu sem a suposta namorada. Prado teria afirmado para a vítima que a companheira não poderia viajar naquele dia e que iria sozinho.

Também foram denunciados outros dois homens sob suspeita de terem receptado produtos do crime.

A denúncia aponta que, na manhã do dia seguinte ao do crime, o Prado contatou o primo dele para que adquirisse parte dos bens retirados da vítima como pneus e rodas do veículo, bolsas, perfume, sapatos, chinelos e um aparelho toca-CDs.

Ainda segundo a denúncia, no mesmo dia, à tarde, um terceiro homem adquiriu o celular da vítima.

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