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Presidente da Câmara ameaça chamar polícia de SP para fechar Jockey: ‘Tirem seus cavalos de lá’

Milton Leite disse que vai ‘convocar ambientalistas’, neste sábado (29), para apreender os animais e destinar o terreno à prefeitura

São Paulo|Do R7, com Estadão Conteúdo


Jockey Club está proibido de promover corridas de cavalo após sanção de nova lei Divulgação/Jockey Club de São Paulo

O presidente da Câmara de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), prometeu chamar a polícia e ir pessoalmente ao Jockey Club para apreender os cavalos de competição neste sábado (29). A ameaça ocorre depois que a Câmara aprovou e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) sancionou a lei que proíbe utilização de animais em apostas na capital paulista.

“Neste final de semana, estarei liderando uma comissão do departamento geológico para apreender todos os cavalos se houver corrida lá [no Jockey]. Vamos apreender todos os cavalos, vamos com a polícia lá. Se está proibido, vamos apreender. Então, senhores proprietários de cavalos: Tirem seus cavalos de lá porque serão presos”, avisou.

A declaração ocorreu na abertura da sessão plenária da Câmara Municipal da última quinta-feira (27), mesmo dia em que Nunes assinou a lei.

“Com essa decisão que a Câmara tomou ontem [quarta-feira], no meu entendimento, o Jockey Club de São Paulo hoje é uma propriedade do município de São Paulo já”, advertiu Leite, que frisou que a companhia que cedeu a área para o Jockey o fez apenas para a prática do turfe.

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“Se nós, ontem, cessamos o objeto de corrida de cavalos, cessou o turfe. [...] A propriedade, conforme originariamente como foi instituído aquele loteamento, sempre foi da prefeitura. Quem estava usando era o Jockey. Na ausência da prática do turfe, que é a corrida de cavalos, a propriedade vem imediatamente para a prefeitura. Ainda sobra para os administradores uma dívida de R$ 600 milhões, pois fizeram uma má gestão”, afirmou.

Ajuda de ambientalistas

Leite disse ainda que pretende apelar aos ambientalistas para dar tração ao movimento no final de semana para recuperar os animais do Jockey Club caso haja competição.

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“Se permanecer lá, vamos apreender esses cavalos, que vão para o departamento geológico da prefeitura. [...] Vamos convocar todos os ambientalistas para que façamos a ocupação daquilo e a apreensão dos animais que estiverem lá”, ameaçou.

Em nota ao jornal O Estado de S.Paulo, o Jockey Club de São Paulo lamentou a aprovação do projeto: “Além de demonstrar total desconhecimento sobre o esporte, a proposta sinaliza para a população um claro interesse em tentar desconstruir a história centenária do Jockey Club de São Paulo, bem como de abrir espaço para absurda tentativa desapropriar o terreno do Hipódromo de Cidade Jardim para possível especulação imobiliária”.

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Segundo o projeto, estabelecimentos desse setor terão um prazo de 180 dias para cessar as atividades, contados a partir da publicação da lei. Em caso de descumprimento, é determinada uma advertência inicial.

No caso de primeira reincidência, é prevista uma multa de R$ 100 multiplicados pela capacidade de frequentadores do espaço. Além disso, se ocorrer demora superior a 30 dias para a regularização determina-se a suspensão do alvará de funcionamento.

De 2022, o projeto havia sido aprovado em primeira (e preliminar) votação no ano passado. “Ficam proibidas atividades desportivas que utilizem animais, como corridas, disputas ou qualquer outra prova, com a respectiva emissão de pouleis de apostas, ainda que por meio digital ou virtual”, diz o texto.

O Jockey Club fica localizado na Cidade Jardim, na zona sul paulistana. Na nova lei do Plano Diretor, o parque proposto para o local aparece com o nome de João Carlos Di Genio, empresário fundador do grupo educacional Unip/Objetivo, que morreu em 2022.

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