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Sargento que matou PMs com fuzil no interior de SP entregou arma logo após disparos

Defesa de Claudio Henrique Frare Gouveia afirma que policial era perseguido por superior dentro da corporação

São Paulo|Gabrielle Pedro, do R7

Advogado disse que Claudio Henrique Frare Gouveia está arrependido
Advogado disse que Claudio Henrique Frare Gouveia está arrependido Advogado disse que Claudio Henrique Frare Gouveia está arrependido

O advogado do sargento da Polícia Militar que matou dois colegas a tiros de fuzil na segunda-feira (15), em Salto, no interior de São Paulo, afirma que seu cliente era perseguido por um capitão da corporação e que ele não tentou fugir da delegacia após cometer o crime.

Rogério Augusto Dini Duarte, advogado de defesa do PM, contou que a tragédia aconteceu por volta das 9h, após Claudio Henrique Frare Gouveia, de 53 anos, autor dos disparos, ter ouvido o sargento Roberto Aparecido da Silva falar com o capitão Josias Justi da Conceição sobre sua esposa.

"Na sexta-feira, ela [esposa de Gouveia, que também trabalha na corporação] teve a arma apreendida sem nenhum motivo. O sargento [Silva] disse apenas que estava cumprindo uma ordem do capitão. Na segunda, antes de tudo acontecer, eu iria até lá para tentar entender o motivo de terem feito isso, mas me atrasei. E, quando cheguei lá, já presenciei aquela cena lamentável. Ele [Gouveia] me disse que estava tudo bem até ouvir os dois conversando sobre sua esposa, e isso despertou um gatilho nele", relata o defensor.

Duarte afirma que seu cliente era perseguido pelo capitão. "Gouveia e a esposa trabalhavam em regime de escala de plantão e começaram a ter alguns problemas com os horários. Ele foi incluído na mesma escala da esposa. E os dois ficaram sem ter com quem deixar o bebê. Eles procuraram o capitão para tentar mudar os horários, mas só ouviram um 'quem manda aqui sou eu' dele. Esse não é o único problema. Foi um conjunto de fatores que levaram aos fatos de segunda e que será esclarecido na Justiça."

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A defesa do PM diz ainda que Gouveia não premeditou o crime e que ele não tinha intenção de fazer mais vítimas. "Havia uma terceira pessoa na sala onde tudo aconteceu. Ele entrou, efetuou os disparos contra os dois, saiu e disse ao outro PM para ficar tranquilo, porque o problema dele era com o capitão e o sargento. Depois disso, ele entregou o fuzil e não tentou fugir."

Segundo o advogado, o sargento Gouveia se arrepende do que fez, mas ele afirma que estava exausto com a rotina de trabalho. "Ele estava muito sobrecarregado. Na verdade, a corporação inteira está doente. Ele tem seis filhos e sempre foi um homem muito família. Acredito, sim, que ele está arrependido, porque nunca teve histórico de violência", completa.

Relembre o crime

O sargento Claudio Henrique Frare Gouveia entrou atirando em uma delegacia de Salto, no interior de São Paulo, na última segunda-feira (15), e matou dois PMs. As vítimas foram identificadas como sargento Roberto Aparecido da Silva e capitão Josias Justi da Conceição. O crime ocorreu na 3ª Companhia do 50º Batalhão de Polícia Militar do Interior (50º BPM/I).

Na ocasião, a corporação informou que a motivação para o crime ainda era investigada. "Todas as providências da Polícia Judiciária Militar estão em andamento neste momento, e a Corregedoria da instituição acompanha as apurações."

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