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TRT faz proposta para motoristas de ônibus suspenderem greve

Paralisação foi marcada para a sexta-feira (7), mas em audiência no TRT-2, sindicato concordou em fazer nova assembleia nesta quinta

São Paulo|Do R7

Ônibus no Terminal Praça da Bandeira, região central de SP (MARCELO ESTEVÃO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 05/06/2024)

Após reunião no TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região) nesta quarta-feira (5), o SindMotoristas concordou em discutir a proposta de paz para suspender a greve marcada para sexta-feira (7). Será realizada uma nova assembleia nesta quinta-feira (6), às 10h, para deliberar sobre uma cláusula de paz sugerida pelo TRT-2 e defender a suspensão da greve para seguir com negociações.

Ficou definido também que o relator, desembargador Davi Furtado Meirelles, aguardará o resultado da assembleia. Se mantida a greve, decidirá sobre a Tutela Cautelar solicitada. Caso o sindicato aprove a continuidade das negociações, ficará presumida a aceitação da cláusula de paz.

Na terça-feira (4), a Prefeitura de São Paulo entrou na Justiça do Trabalho para pedir que, durante a greve dos funcionários das empresas de ônibus da capital, a frota funcione com 100% dos veículos nos horários de pico e com 80% nos demais períodos do dia.

Na última segunda-feira (3), o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SMTTRUSP), também chamado de SindMotoristas, decidiu em assembleia pela interrupção do serviço na sexta-feira. O movimento tem previsão para começar à 0h e durar 24 horas.

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A greve deve paralisar cerca de 60 mil funcionários, entre motoristas, cobradores e operadores do setor de manutenção e fiscalização de todas as concessionárias que prestam o serviço de transporte na capital. A previsão é de que o funcionamento de todas as linhas de ônibus estruturais e regionais (micro-ônibus) seja afetado. As operações dos ônibus intermunicipais vão seguir normalmente.

De acordo com a SPTrans, empresa que faz a gestão do serviço de transporte de ônibus em São Paulo, a cidade possui 1.304 linhas operadas pelas concessionárias e a greve poderá afetar um contingente estimado de 4,3 milhões de pessoas que usam o transporte diariamente.

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Entre as reivindicações das chamadas pautas econômicas, o sindicato pede um reajuste salarial de 3,69% calculado pelo IPCA-IBGE, e mais 5% de aumento real dos vencimentos. Os sindicalistas alegam, no entanto, que os patrões propuseram uma correção de 2,77%, e composição da diferença pelo Salariômetro (índice medido pela Fipe), uma sugestão que já havia sido rejeitada em assembleia no mês de setembro.

Os trabalhadores pedem também a reposição das perdas salariais na pandemia na ordem de 2,46%, - conforme cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) - e que ainda não foram corrigidas.


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