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Anvisa recebe 1º pedido de registro de uma vacina contra a covid-19

Trata-se da vacina de Oxford, da Universidade de Oxford e AstraZeneca; no Brasil, testes são feitos pela Unifesp e será produzida pela Fiocruz

Saúde|Do R7

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A vacina de Oxford contra a covid-19 passa por testes no Brasil
A vacina de Oxford contra a covid-19 passa por testes no Brasil

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu o primeiro pedido de registro de uma vacina contra a covid-19 no Brasil. Trata-se da vacina de Oxford, desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela empresa farmacêutica sueca AstraZeneca. No Brasil, tem testes coordenados pela Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo) e será produzida pelo laboratório Bio-Manguinhos, ligado à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro. 

Leia também: Anvisa facilita o registro de vacinas no país

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O órgão que regulamenta alimentos e medicamentos no país recebeu a chamada "submissão contínua", que significa que a área técnica da agência começou a avaliar o primeiro pacote de dados sobre a vacina, que se referem aos estudos não clínicos, segundo divulgado pela Anvisa nesta quinta-feira (1º).

"Isso não significa que já se possa chegar a uma conclusão sobre a qualidade, segurança e eficácia da vacina, pois muitos dados ainda precisam ser submetidos à análise", informou em comunicado. 

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A "submissão contínua" é um novo procedimento implementado pela Anvisa e específico para as vacinas contra a covid-19. O objetivo, de acordo com o órgão, é agiliar o processo de registro dessas vacinas. Na “submissão contínua”, os fabricantes enviam as informações durante o processo de produção.

Normalmente, os dados sobre eficácia, segurança e qualidade de um medicamento devem ser apresentados no início da avaliação. No caso da "submissão contínua", a Anvisa vai analisar os dados à medida em que se tornam disponíveis. 

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"Ensaios clínicos em grande escala envolvendo milhares de pessoas estão em andamento e o Brasil participa de um desses estudos. Os resultados desses estudos fornecerão informações sobre a vacina na proteção de pessoas contra a covid-19 e serão avaliados em ciclos posteriores de revisão. Todos os dados disponíveis sobre a qualidade da vacina também serão avaliados pela Agência", afirmou.

"A ‘submissão contínua’ continuará até que evidências suficientes estejam disponíveis para suportar um pedido formal de registro", complementou.

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Os testes no Brasil serão feitos com 10 mil pessoas e começaram em 20 de junho. O estudo global chegou a ser interrompido em 6 de setembro devido a uma reação adversa grave em uma voluntária no Reino Unido, mas foi retomado três dias depois no mundo todo, exceto nos Estados Unidos.

Caso seja aprovada, o Brasil terá acesso a 30 milhões de doses entre dezembro e janeiro e 70 milhões no primeiro semestre de 2021, segundo acordo firmado com o Ministério da Saúde. A previsão é que o Brasil produza 265 milhões de doses até o final de 2021. A vacina é composta por adenovírus de chimpanzés, que causa o resfriado comum, enfraquecido, e fragmentos do novo coronavírus, para estimular o corpo a produzir anticorpos.

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