Saúde Brasil gasta quase R$ 57 bi com despesas de doenças causadas por cigarro

Brasil gasta quase R$ 57 bi com despesas de doenças causadas por cigarro

Saldo negativo do tabagismo no País é R$ 44 bilhões; cigarro provoca 12% do total de óbitos

Brasil gasta quase R$ 57 bi com despesas de doenças causadas por cigarro

Brasil gasta quase R$ 57 bilhões por conta do consumo de cigarros e derivados

Brasil gasta quase R$ 57 bilhões por conta do consumo de cigarros e derivados

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Estudo divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (31) por ocasião do Dia Mundial sem Tabaco apontam que o Brasil tem um prejuízo anual de R$ 56,9 bilhões por conta do consumo de cigarros e outros derivados. Deste valor, R$ 39,4 bilhões são com custos médicos diretos e R$ 17,5 bilhões com custos indiretos, decorrentes da perda de produtividade, provocadas por morte prematura ou por incapacitação de trabalhadores.

A pesquisa, denominada “O Tabagismo no Brasil: morte, doença e política de preços e impostos” ainda mostrou que as doenças relacionadas ao tabaco que mais causaram despesas para o País em 2015 — nos sistemas de saúde público e privado — foram a doença pulmonar obstrutiva crônica [como enfisema e asma], doenças cardíacas, tabagismo passivo, cânceres diversos e pneumonia. No mesmo ano, o tabagismo causou 156.216 mortes no Brasil — número que representa mais de 12% do total de óbitos de pessoas com mais de 35 anos.

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No que diz respeito à economia, o País arrecadou R$ 12,9 bilhões em impostos com a venda de cigarros em 2015. O saldo negativo do tabagismo, desta forma, foi de R$ 44 bilhões — quando se subtrai os gastos da saúde em relação aos valores arrecadados.

Combate e prevenção ao tabagismo

Em pronunciamento, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, comentou as ações que o governo tem realizado para prevenção ao tabagismo. 

— Estamos revisando as fotografias e os alertas publicados nos maços de cigarro. Também  estamos conversando com o Supremo Tribunal Federal para julgar e liberar a proibição da Anvisa de colocar aditivo de sabor nos cigarros. Há ainda campanhas para sensibilizar as pessoas a deixarem de fumar.

A pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) de 2016 aponta que a política brasileira de controle do tabaco reduziu em 35% a prevalência de fumantes nas capitais brasileiras entre 2006 a 2016. O maior número de consumidores de cigarro aparece em Curitiba (14%), Porto Alegre (13,6%) e São Paulo (13,2%). 

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