Saúde Cresce o número de infectados pela varíola símia; assunto é tema do Estúdio News de sábado 

Cresce o número de infectados pela varíola símia; assunto é tema do Estúdio News de sábado 

Especialistas explicam de que forma ocorrem as transmissões de pessoa para pessoa   

  • Saúde | Do R7

Alexandre Naime, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia - SBI explica os hábitos e costumes das populações que vivem nas regiões da África, região onde surgiu a doença.

“É muito comum encontrar crianças em domicílio de florestas e áreas silvestres que caçam esses animais e tem inclusive esses animais como pets, animais de estimação, e pessoas que usam também esses animais para alimento. Um exemplo muito didático é de um animalzinho que vive lá na África, chamado cão-da-pradaria, esses animais não sofreram o processo de quarentena, nem de observação, seu manuseio, arranhão, mordida, pode transmitir o vírus para os seres humanos e em algum momento isso aconteceu na África”.

Tatiana Lang D’Agostini e Alexandre Naime

Tatiana Lang D’Agostini e Alexandre Naime

Divulgação/ Estúdio News

Tatiana Lang D’Agostini, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Instituto Adolfo Lutz, ressalta a importância de esclarecer à população sobre o modo de transmissão, para prevenção de novos casos.

“Precisamos sempre avaliar qual o comportamento epidemiológico desse vírus, qual o público que ele está atingindo, por isso que a gente tenta sempre sensibilizar a população da importância de como se dá o modo de transmissão para que as pessoas fiquem sempre atentas”.

De acordo com o resultado de exames feitos por um grupo inglês, possivelmente há casos de pessoas assintomáticas, passíveis de transmissão.

“É importante conseguir fazer o maior número de diagnóstico possível para conseguir isolar essas pessoas e quebrar essa cadeia de transmissão, mas no futuro é lógico que vamos ter que discutir outras estratégias de prevenção que vão passar invariavelmente pela vacina”, afirma Naime.

Tatiana exemplifica no caso do paciente que apresenta algum tipo de lesão pelo corpo:

“Caso esse paciente entre em contato com uma pessoa que tem uma lesão de pele, tenha todos esses sinais e sintomas que são da monkeypox, essa pessoa também precisa ser isolada e monitorada, então a importância de se rastrear e monitorar qual o comportamento epidemiológico pelo mundo”.

O Estúdio News vai ao ar aos sábados, às 22h15. A Record News é sintonizada pelos canais de TV fechada 55 Vivo TV, 78 Net, 32 Oi TV, 14 Claro, 19 Sky e 134 GVT, além do canal 42.1 em São Paulo e demais canais da TV aberta em todo o Brasil.

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