Coronavírus

Saúde Depressão e solidão prolongam os sintomas de Covid, diz estudo

Depressão e solidão prolongam os sintomas de Covid, diz estudo

Problemas emocionais e psicológicos estão mais ligados à duração estendida da doença que fatores de risco, como obesidade e asma

Agência EFE

Resumindo a Notícia

  • Depressão, solidão e estresse aumentam o risco de sintomas prolongados de Covid
  • Problemas emocionais e psicológicos influenciam mais que a obesidade e asma na Covid longa
  • O estudo considerou dados de 3.000 pacientes
  • A Covid longa é caracterizada pela infecção que ultrapassa quatro semanas
Sintomas prolongados de Covid podem durar meses ou anos

Sintomas prolongados de Covid podem durar meses ou anos

Pixabay

Problemas emocionais e psicológicos como solidão, estresse ou depressão podem prolongar os sintomas de Covid-19 por meses ou anos, segundo um estudo liderado por pesquisadores da Universidade Harvard e publicado nesta quarta-feira (7) na revista médica JAMA.

Segundo especialistas, esses tipos de problema estão mais relacionados à possibilidade de desenvolver sintomas a longo prazo do que fatores de risco como obesidade, asma ou hipertensão.

Essa forma de Covid longa afeta cerca de 20% dos adultos americanos que foram infectados pelo coronavírus, segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

"Covid longa" é definida como a permanência, além de quatro semanas, dos sintomas mais comumente associados à doença, como fadiga, problemas digestivos e respiratórios ou problemas neurológicos.

Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados de 3.000 pacientes que contraíram a doença em abril de 2020, após concluírem uma entrevista sobre seu estado de saúde mental.

Eles então compararam dados daqueles que desenvolveram sintomas de Covid longa com aqueles que não os desenvolveram e descobriram que a depressão ou a ansiedade, por exemplo, estavam associadas a um risco 32% a 46% maior de contrair a infecção de longa duração.

“Temos que considerar a saúde psicológica como mais um fator de risco, junto com a saúde física, para a Covid-19”, disse uma das principais autoras do estudo, Andrea Roberts, em comunicado.

Os pesquisadores esperam que suas descobertas sirvam para fortalecer o atendimento às pessoas com problemas de saúde mental, aumentando o número de profissionais de saúde qualificados e melhorando o acesso aos cuidados.

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