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Evitável, câncer de colo de útero ainda é a 4ª maior causa de morte

Dia D de Vacinação neste sábado (16) oferece vacina que protege da doença

Saúde|Dinalva Fernandes, do R7


A vacina contra HPV protege contra vários tipos de câncer
A vacina contra HPV protege contra vários tipos de câncer

Pais de crianças e adolescentes poderão atualizar as cadernetas de vacinação de seus filhos neste Dia D da Multivacinação, que ocorre neste sábado (16). Todos os postos de saúde do Brasil estarão abertos das 8h às 17h. É mais uma oportunidade para tomar a vacina contra HPV, que também está disponível no calendário de vacinação, que ajuda a evitar esse vírus que pode ser precursor do câncer do colo do útero. A doença pode ser evitada, mas ainda é a quarta maior causa de morte em mulheres no Brasil.

Além da vacina, existem importantes tecnologias que podem ajudar a identificar precocemente sinais pré-cancerígenos, como o exame papanicolau, que faz uma raspagem do colo do útero. No entanto, este é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, perdendo apenas para o câncer de mama e colorretal no Brasil. Dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) mostram que, entre os que acometem exclusivamente as mulheres, é o segundo mais recorrente. Hoje, 44% dos casos são descobertos na fase avançada.

Segundo o Instituto Oncoguia, 529 mil novos casos de câncer do colo uterino são registrados anualmente no mundo. A doença também é responsável por 275 mil mortes todos os anos. Cerca de 88% das mortes acontecem em países de baixa e média renda. No Brasil, são estimados mais de 16 mil novos casos e mais de 5 mil mortes decorrentes da doença em 2017, ainda de acordo com o Inca.

Além de proteger a mulher do câncer de colo de útero, a vacina contra HPV previne outros tipos de câncer na população, como de laringe, peniano, anal e de boca. A imunização também evita a verruga genital, que não é câncer, mas marca a vida da pessoa devido ao estigma. Na Austrália, que também adotou a vacina contra HPV, a verruga genital foi erradicada.

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‘É difícil vacinar adolescente”

No Brasil, a campanha de vacinação contra o HPV é disponibilizada, originalmente, para adolescentes entre 9 e 15 anos. Porém, a campanha foi estendida para jovens de até de 26 anos para evitar que as doses remanescentes fossem descartadas, explica a coordenadora geral do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, a pediatra Ana Goretti Kalume Maranhão.

— A faixa etária dos adolescentes costuma ser adotada pela maioria dos países que utilizam a vacina porque é a época que a imunização é mais eficaz. Mas é muito difícil vacinar adolescentes porque eles não buscam informação. Além disso, é necessário tomar todas as doses indicadas para que a vacina tenha efeito.

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Dados do Ministério da Saúde mostram que, desde no início da campanha, 73,6% das meninas com idades entre 9 e 15 anos tomaram a primeira dose. Já a segunda dose, foi tomada por apenas 46,2% destas garotas. No caso dos meninos, a situação é pior porque a campanha é mais recente. Apenas 20,2% dos meninos com 12 e 13 anos tomaram as duas doses.

Ainda segundo a especialista, outras questões também dificultam a vacinação em adolescentes.

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— A principal delas é a própria família porque muitas deles atrelam a vacinação com a sexualidade. Estudos mostram que 45% das meninas que contraíram HPV o fizeram antes de iniciar a vida sexual. Porque o HPV pode passar pelo contato com qualquer mucosa. O HPV não é sinal de promiscuidade e infidelidade. Ao mesmo tempo que o HPV é a DSTs (Doença Sexualmente Transmissível) mais frequente e ganha disparado de todas as outras. A vacina ajuda a prevenir vários tipos de câncer na mulher e no homem.

A vacina contra HPV está disponível durante o ano todo nos postos de saúde.

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