Saúde Exercícios e apoio familiar ajudam pacientes a conviver bem com o Mal de Parkinson, dizem especialistas

Exercícios e apoio familiar ajudam pacientes a conviver bem com o Mal de Parkinson, dizem especialistas

Doença atinge mais de 200 mil pessoas no Brasil e só perde para o alzheimer

  • Saúde | Do R7*


Atividades sociais ajudam a adquirir independência diante dos cuidados que precisa ter

Atividades sociais ajudam a adquirir independência diante dos cuidados que precisa ter

Getty Images

No Dia Mundial contra o Mal de Parkinson comemorado nesta quinta-feira (11), especialistas ouvidos pelo R7 afirmam que a doença não tem cura, mas que é possível conviver bem, desde que os sintomas sejam controlados. Só no Brasil, mais de 200 mil pessoas sofrem com esta doença. Em quantidade de casos, ela só perde para ao alzheimer.

Segundo a fisioterapeuta da Associação Brasil Parkinson e mestre em Neurociência e Comportamento pela USP (Universidade de São Paulo), Erica Tardelli, a terapia, fisioterapia, apoio psicológico e exercícios físicos são essenciais para a qualidade de vida das pessoas que têm esta doença. 

— É importante também que a família dê apoio e procure por informações e orientações para compreender melhor o quadro. Encorajá-lo diante da situação evita que ele fique com a autoestima baixa, desmotivado e depressivo.

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Além disso, é fundamental que a pessoa participe de atividades sociais para adquirir independência diante dos cuidados que precisa ter.

— Na associação, por exemplo, oferecemos oficinas de arte, pintura, coral e outros serviços gratuitos para melhorar a interatividade do paciente com outras pessoas.

O que é doença?

Os sinais iniciais que apontam que o paciente sofre do mal de parkinson são tremores nas mãos e pernas, rigidez dos músculos, lentidão nos movimentos, desequilíbrio e descoordenação, de acordo com o neurologista e vice-coordenador do Departamento Científico de Transtornos e do Movimento da ABN (Academia Brasileira de Neurologia), Henrique Ballalei Ferraz. A doença é comum entre pessoas acima de 60 anos, mas também podem atingir jovens.

— O indivíduo pode levar mais tempo para se vestir, mexer e, até mesmo, levantar da cama. Com o passar dos meses, esses problemas ganham potencialidade, ocasionando um impacto no dia a dia da pessoa.

Ainda segundo o especialista, esta doença é neurodegenerativa, já que leva a diminuição da dopamina, que é um neurotransmissor responsável pelo sistema motor e movimentos voluntários.

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Como a doença pode ser confundida com os sintomas do envelhecimento, Ferraz alerta que as pessoas procurem um neurologista para tirar a dúvida e não cometer equívocos. Para chamar atenção para esta causa, a ABN e a ABP lançaram na terça-feira (9) a campanha Viva Bem com Parkinson.

Cirurgia

Apesar da doença de Parkinson também ser controlada com a ajuda de medicação, o neurologista e pós-doutor pela University of British Columbia, no Canadá, André Felício, afirma que é possível se submeter a um tratamento cirúrgico.

— Mas a cirurgia só é indicada para aqueles que ainda se sentem incomodados com os sintomas, apesar de ter se submetido a outros tipos de cuidados.

*Camila Savioli, estagiária do R7

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