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Mudanças simples na casa previnem acidentes e facilitam vida de idosos

Nesta segunda-feira (24), Dia Mundial da Prevenção de Quedas, especialista dá dicas como uso de bengalas com pegadores e luz noturna em corredores

Saúde|Giovanna Borielo, do R7*

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A cama não pode ser alta nem baixa e o criado-mudo deve ser fixo para apoio
A cama não pode ser alta nem baixa e o criado-mudo deve ser fixo para apoio

As dificuldades em decorrência do avanço da idade fazem com que muitos idosos se tornem vulneráveis a acidentes e quedas dentro da própria casa. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 12 mil idosos - pessoas acima de 60 anos - morreram por conta de quedas em 2017.

De acordo com a SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), cerca de 30% dos idosos sofrem pelo menos uma queda e 50% deles acabam ficando com a mobilidade reduzida.

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O geriatra Renato Gorga, diretor científico da SBGG, afirma que os acidentes geram grande repercussão na vida dos idosos. Segundo ele, adaptações em casa podem reduzir o risco desses acidentes. "Muitos idosos têm medo de sair de casa porque acham que vão cair na rua, mas isso ocorre debaixo do próprio teto", diz.

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Gorga diz que retirar móveis de áreas de passagem, como mesas de centro ou abajures, e retirar tapetes ajudam a evitar que idosos tropecem ou se machuquem com as extremidades das mobílias. Outra adaptação possível é a fixação de outros móveis para que, caso o idoso se apoie para evitar uma queda, não gere outro acidente no qual móveis caiam sobre ele.

O banheiro é outro cômodo que merece atenção na casa. "A maioria dos acidentes com idosos acontece ali. É importante colocar barras de apoio em frente ao vaso sanitário para ajudá-lo a se levantar e na área em que ele toma banho para não escorregar. O tapete antiderrapante, com ventosas que o fixam no piso, também são essenciais para evitar uma queda. Elevadores de altura para o vaso sanitário podem ajudar também esse idoso na hora em que ele precisa se levantar", explica o geriatra.

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No quarto, Gorga afirma que é importante que a cama não seja muito baixa nem muito alta, de maneira que o idoso consiga se levantar com facilidade. Para evitar acidentes noturnos, o médico recomenda que a cama fique encostada em uma parede e que o criado-mudo também seja fixo ou pelo menos sem rodinhas de maneira que ele possa se apoiar ali.

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"Durante a noite, os idosos também ficam mais vulneráveis devido à falta de iluminação. Uma dica é colocar luzes que acendem por meio de sensores de movimento, facilitando a visão. A chamada luz noturna [utilizada em quarto de bebê], não é recomendada no quarto de idoso, mas pode ser colocada no corredor e em outros cômodos para facilitar a sinalização", explica o geriatra.

Na cozinha, pratos e copos de vidro podem ser trocados por utensílios de plástico ou acrílico. Talheres e copos com alças podem ser adaptados principalmente para uso de pessoas com doença de Parkinson. Utilizar materiais coloridos e contrastantes também facilita a percepção da dimensão de profundidade para esse idoso.

"É interessante utilizar cores e fitas zebradas para ajudar o idoso. É bom colocar em barras de segurança e portas de vidro. Fitas antiderrapantes pode ser usadas em degraus, em cores que não sejam comuns na casa para chamar a atenção", diz Gorga.

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Para facilitar a visão dessas pessoas, o médico recomenda que controles de TV sejam trocados por controles universais, que possuem botões com números maiores.

Outras quedas que podem ser evitadas são as relacionadas às ações que o idoso faz para pegar utensílios nos armários. O geriatra recomenda que os familiares o ajude a reorganizar a disposição dos materiais mais usados, disponibilizando-os em locais que estejam entre a altura do peito e da cintura. Já quando os objetos caem no chão, existe a opção de bengalas com pegadores.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

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