Saúde Sete coisas que você precisa saber sobre a candidíase

Sete coisas que você precisa saber sobre a candidíase

Ginecologista explica como hábitos do dia a dia podem contribuir para a proliferação do fungo causador desta infecção

Candidíase é causada por fungo

Candidíase é causada por fungo

Reprodução/Freepik

Coceira, ardência e corrimento de cor esbranquiçada são alguns dos sintomas da candidíase vaginal, uma velha conhecida das mulheres.

A infecção, que é causada pelo fungo Candida albicans, pode se tornar um problema recorrente se não for tratada desde o início e de forma correta.

O que quase ninguém fala é que alguns hábitos do dia a dia podem ser cruciais não só para evitar que ela apareça, como também ajudam a aliviar os sintomas durante o tratamento.

O ginecologista Alexandre Pupo, do Hospital Sírio-Libanês e do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, explica ao R7 algumas medidas importantes para a prevenção e tratamento da candidíase.

1 - A alimentação como aliada no tratamento e na prevenção

A alimentação precisa estar alinhada ao tratamento para que a candidíase não evolua para um quadro de repetição, ou mesmo para que ela não apareça. Isso porque, ressalta Pupo, o consumo excessivo de carboidratos e açúcares aumenta a proliferação do fungo Candida albicans no trato intestinal o que, por sua vez, facilita a infecção na região vaginal.

“A candidíase pode ter como berço o trato intestinal, porque na anatomia feminina a uretra, a vagina e o anûs são próximos, o que possibilita, eventualmente, a passagem de microorganismos de um ambiente para o outro. O ideal é que parte do tratamento da candidíase seja feito com probióticos e alimentos que favorecem o aspecto do probiótico, como coalhada e iogurte”, afirma o ginecologista. 

2 -  A candidíase pode aparecer no período pré-menstrual

Segundo Pupo, durante o período pré-menstrual há um aumento da presença de progesterona no organismo, o que eleva a acidez vaginal, condição favorável para a proliferação do fungo causador da candidíase.

3 - O uso recorrente de absorventes e protetores diários

Absorventes e protetores, se usados todos os dias, podem abafar a região da vulva e do períneo (espaço entre o ânus e a vagina), o que ajuda a criar um ambiente ideal para a proliferação da Cândida.

“A virilha é exatamente igual à axila em termos de glândulas sudoríparas. O excesso de suor e a incapacidade deste suor transpirar naturalmente e secar fazem com que o ambiente fique mais ácido e favorável à candidíase”, explica o ginecologista.

4 - Roupas apertadas podem causar candidíase

Assim como ocorre com os absorventes, roupas apertadas dificultam a transpiração da região. Além disso, ficar muito tempo com roupa de banho molhada ou com resíduos de areia, no caso de passeios à praia, também facilita a infecção por Cândida.

“O ideal é sempre que possível usar calcinha de tecido natural, como algodão, que permite uma boa transpiração da região, trocar a roupa molhada e evitar roupas apertadas, especialmente em dias quentes”, recomenda o médico.

5 - Banho de assento com bicarbonato alivia os sintomas

A prática antiga do banho de assento pode ajudar a aliviar os sintomas da candidíase e auxiliar no tratamento.

A receita é: ferva a água e, quando estiver morna, a coloque em uma bacia onde seja possível sentar-se dentro, adicione bicarbonato de sódio e fique sobre a mistura por alguns minutos.

“A água bicarbonatada e a água boricada ajudam por terem um pH mais básico, o que cria um ambiente hostil ao fungo”, detalha o médico. 

6 -  A candidíase pode ser transmitida por contato sexual

Apesar de ser possível transmiti-la sexualmente, a candidíase não é classificada como uma IST (infecção sexualmente transmissível), e sim como uma vaginite, infecção própria da mulher por alteração da flora, de acordo com o especialista.

7 - Baixa imunidade pode favorecer

Segundo o ginecologista, quando a imunidade está baixa, o organismo fica suscetível a qualquer tipo de infecção anômala no corpo, como a candidíase.

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