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Tecnologia e Ciência
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Celulares curvos são aposta para alavancar vendas, diz analista

Vendas dos modelos serão responsáveis por manter a novidade no mercado

Tecnologia e Ciência|Do R7


Galaxy Note Edge é um dos modelos mais atuais a usar a tecnologia
Galaxy Note Edge é um dos modelos mais atuais a usar a tecnologia Reprodução/Mashable

Se te dissessem cinco anos atrás que as grandes companhias de celulares estariam investindo pesado em smartphones curvados, você provavelmente pensaria que era uma grande mentira.

Mas agora, com o lançamento dos novos celulares da linha Galaxy da Samsung, além dos modelos desse tipo lançados pela LG, os celulares com design e telas curvas se provaram uma estratégia de venda eficaz.

De acordo com o analista de tecnologia Ken Dulaney, as telas curvas trazem alguns benefícios mas também elevam o custo de produção dos celulares. Porém, o maior atrativo desse tipo de smartphone é o diferencial que eles trazem sobre os concorrentes.

— Em tempos onde tantos smartphones são apenas retângulos pretos entre 4 e 6 polegadas, as empresas fazem de tudo para ter um diferencial. Se os celulares com telas curvas são uma moda ou não, isso vai depender das vendas.

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O primeiro smartphone que apresentou a inovação foi o Samsung Galaxy Round, lançado no final de 2013, seguido dos modelos da linha G Flex, da também sul-coreana LG.

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Galaxy S6 Edge (a esquerda) ao lado do Galaxy S6: tela curva vale R$ 500?
Galaxy S6 Edge (a esquerda) ao lado do Galaxy S6: tela curva vale R$ 500? Reprodução/YouTube

O modelo mais recente desse time é o Samsung Galaxy S6 Edge, que tem uma curvatura mínima, apenas 0,10 polegadas nas bordas do aparelho, o suficiente para fazerem diferença tanto no visual quanto no preço. O modelo Galaxy S6 custa R$ 3.299 no Brasil, enquanto a versão Edge — com as mesmas especificações — chega ao mercado nacional por R$ 3.799.

Resistência e imersão

Essencialmente, telas curvas trazem duas melhorias para os consumidores: tela mais resistente e display que reduz a reflexibilidade. Essa segunda característica é o que mais difere estes celulares dos tradicionais. Além de tornar o dispositivo mais imersivo para o usuário, pontos como legibilidade, contraste, exatidão de cor e qualidade de imagem têm uma melhora expressiva.

Essas mudanças são muito bem-vindas, uma vez que é quase impossível discernir o conteúdo da tela quando o celular é utilizado em ambientas abertos com a luz do sol ou em locais fechados com luzes fluorescentes.

Esses novos modelos podem estar longe das pretensões dos consumidores que se importam mais com o preço do que com o design. As telas curvas usam tecnologia OLED (LEDs feitos de camadas de compostos carbônicos) que garante a flexibilidade do aparelho e dificulta que o mesmo se quebre. Com isto, os preços acabam sendo bem salgados.

— Uma vez que a maioria dos usuários utilizam o celular para acessar o e-mail, SMS, Facebook e ligações, enquanto o produto tiver um bom desempenho nessas funções eles irão comprar o dispositivo mais barato com uma marca decente.

Sobre o futuro desses celulares, o público pode esperar mais opções. A BlackBerry, por exemplo, planeja lançar um smartphone curvado até o fim do ano.

*Colaborou Raphael Andrade, estagiário do R7

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