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Facebook abriu dados para empresa suspeita de favorecer a Rússia

Yandex teve acesso privilegiado às informações dos perfis após a rede social criar mecanismos para garantir mais privacidade ao usuário

Tecnologia e Ciência|Pablo Marques, do R7


Buscador russo obteve acesso privilegiado à dados do Facebook
Buscador russo obteve acesso privilegiado à dados do Facebook

O Facebook permitiu que o buscador russo Yandex tivesse acesso aos IDs de usuários únicos da rede social mesmo após uma mudança na plataforma para garantir mais privacidade. As informações foram publicadas pelo New York Times nestas quarta-feira (19).

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O jornal norte-americano teve acesso a mais de 270 páginas de documentos internos do Facebook e entrevistou 60 ex-funcionários em uma investigação sobre a venda de dados pela rede social de Mark Zuckerberg. De acordo com a apuração, a Yandex era uma das 150 empresas parceiras que tinham vantagens na coleta de dados dos perfis.

A Yadex teria obtido informações da rede social ao longo de 2017. No mesmo ano, a empresa foi acusada pelo serviço de segurança da Ucrânia de coletar dados de usuários e canalizar para o governo russo.

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O Facebook disse às autoridades, após o escândalo da Cambridge Analytica, que uma mudança nos termos e condições de uso da plataforma teria impedido que as informações dos perfis fossem obtidas por terceiros desde 2014.

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De acordo com a publicação, a Yandex disse que não tinha conhecimento do acesso aos dados e não sabia por que o Facebook havia permitido que ele continuasse. A empresa também afirma que as alegações da Ucrânia "não têm mérito".

Reposta do Facebook

O Facebook publicou explicações sobre sua relação com outras empresas e rebatendo algumas das acusações sobre o compartilhamento de dados dos usuários. 

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Segundo o comunicado, a personalização instantânea, foi um produto oferecido aos parceiros selecionados de 2010 a 2014, envolvendo informações públicas, e não há evidência de que os dados foram usados ou mal utilizados após o encerramento do programa. No entanto, afirma que não devia ter deixado as APIs em funcionamento após o fim da personalização instantânea.

A rede social afirma que tomou uma série de medidas este ano para limitar o acesso de desenvolvedores às informações das pessoas no Facebook e, como parte desse esforço contínuo, está no meio de uma análise de todas as nossas APIs e dos parceiros que podem acessá-las. 

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