Tecnologia e Ciência Voilà: os cuidados que devem ser tomados com app da moda

Voilà: os cuidados que devem ser tomados com app da moda

Aplicativo transforma selfies em desenho e usuários devem ficar atentos aos termos de privacidade no momento da instalação

Aplicativo transforma selfies em desenhos

Aplicativo transforma selfies em desenhos

Reprodução/Play Store

Aplicativos que têm recursos para fazer alterações nas fotos fazem muito sucesso nas redes sociais. Nas últimas semanas, o app Voilà AI Artist passou a ser muito utilizado e dominou o feed dos usuários do Instagram ao transformar selfies em uma versão em desenho animado.

Com o sucesso da nova ferramenta, surgiram dúvidas sobre os termos de uso e os possíveis riscos para a privacidade de quem entrou para a brincadeira. O mesmo aconteceu com o FaceApp, que dominou as redes em 2019 ao criar uma versão mais velha ou de outro gênero do usuário.

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Especialistas da Kaspersky, empresa especializada em cibersegurança, analisaram os termos de privacidade do Voilà e descobriram que, a partir do momento que uma pessoa usa o app para editar uma foto, a imagem passa a ser de propriedade da empresa responsável pelo aplicativo.

Essa condição gerou uma dúvida sobre como esse material coletado com autorização do usuário poderia ser usado. No entanto, não seria uma questão de interesse comercial diretamente, mas de um mecanismo para aprimoramento de recursos de inteligência artificial e reconhecimento facial e que pode oferecer risco.

“Acredito que este tipo de situação será cada vez mais comum e pode ser feita sem problemas, mas há algumas questões de segurança e privacidade que devem ser levadas em consideração, como a transparência no uso dos dados e a responsabilidade no processamento e armazenamento das informações pessoais", destaca Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil.

De acordo com o especialista, as pessoas precisam ficar atentas a aplicativos que usam o reconhecimento facial principalmente pelo fato de muitas empresas estarem sendo alvos de ciberataques, o que pode ocasionar o roubo de alguns dados pessoais dos usuários armazenados nas plataformas digitais.

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"É importante lembrar que esses dados estão armazenados em servidores de terceiros e são processados na nuvem. Uma vez que as imagens passam a ser da empresa, é ela que tem a responsabilidade de protegê-las e garantir que cibercriminosos não terão acesso ao banco de dados", afirma Assolini.

Para que os usuários utilizem esses aplicativos de reconhecimento facial com mais segurança em relação às informações coletadas durante o uso, as dicas são: verificar a confiabilidade do desenvolvedor, sempre baixar as aplicações em lojas oficiais dos sistemas operacionais, como o Google Play e a App Store, da Apple, e ler os termos de privacidade antes de fazer o download para saber a quais dados o app terá acesso são de suma importância.

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