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Samu descarta risco de contaminação por césio 137 em clínica interditada na capital baiana

Produto radioativo encontrado no local não oferecia risco a pacientes 

Bahia|Do R7

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Operação ocorreu nesta terça-feira (24), na avenida Sete de Setembro
Operação ocorreu nesta terça-feira (24), na avenida Sete de Setembro

Nesta terça-feira (24), o Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) descartou o risco de contaminação por césio 137, em uma clínica interditada durante operação na avenida Sete de Setembro, em Salvador

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O estabelecimento teve as atividades suspensas pela terceira vez na segunda-feira (23), quando a cápsula do produto radioativo foi encontrada em uma sala usada para a realização de exames de radiodiagnóstico.

De acordo com o médico Oswaldo Alves Bastos, subcoordenador de Equipes Especiais do Samu, o produto radioativo encontrado no local não oferecia riscos aos pacientes nem aos profissionais de saúde. 


— A cápsula estava lacrada e não havia sinais de radiação no ambiente. 

Interdição


A clínica médica Clicenter foi interditada pela primeira vez no dia 9 de fevereiro, após ser verificado que o local não dispunha das condições sanitárias necessárias para o exercício da medicina. Além disso, foi constatada a inexistência do alvará de saúde.

De acordo com Ana Leiro, chefe de fiscalização, o dono do estabelecimento ignorou a ação, e no dia 11 de fevereiro, parte da clínica estava funcionamento. 


— O proprietário ignorou a interdição e reiniciou os atendimentos à revelia dos impedimentos legais. Depois de constatada a irregularidade, foi lavrado um auto de infração e a clínica foi interditada novamente. Durante a operação, na segunda-feira (23), o proprietário do centro médico, Joseval Bispo dos Santos, de 50 anos, e Jaconias Venâncio de Souza Junior, de 26, que atendia como clínico geral, foram autuados. Ambos foram levados para a Decon, e estão à espera de transferência para o sistema prisional.

Segundo a polícia, na ocasião da prisão Junior estava com um talão de receitas controladas, além de um carimbo e registro profissional com nome de outro médico. O suspeito informou aos policiais que havia se formado em medicina em uma universidade boliviana, mas não apresentou diploma ou qualquer outro comprovante de que poderia exercer a profissão.

As investigações apontam que o suspeito foi preso anteriormente por furto de receitas médicas em hospital em Rondônia. Junior foi autuado ainda por falsidade ideológica e tráfico de drogas, por prescrever ilegalmente medicamento de uso controlado.

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