STF nega pedido de médica acusada de matar irmãos após briga de trânsito em Salvador
Defesa da médica Kátia Vargas Leal pediu para que ela não fosse a júri popular
Bahia|Do R7 com Record Bahia

O STF (Supremo Tribunal Federal) negou o pedido da defesa da médica oftalmologista Kátia Vargas Leal, para que ela não fosse a júri popular. Kátia Vargas é acusada de ter provocado o acidente que causou a morte dos irmãos Emanuel e Emanuele Gomes Dias, no bairro de Ondina, em Salvador, no dia 11 de outubro de 2013.
Experimente grátis toda a programação da Record no R7 Play
Ela já havia recorrido ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), que também negou o pedido. Segundo o advogado da família das vítimas, Daniel Keller, este recurso não está previsto em lei e foi solicitado apenas para que a médica ganhasse tempo antes do júri popular. Ainda segundo Keller, agora é só esperar a juíza do caso marcar o julgamento.
Entenda o Caso
Kátia Vargas Leal Pereira, de 45 anos, conduzia um veículo sorento, de cor branca, quando se envolveu em uma discussão de trânsito com Emanuel. De acordo com a polícia, as vítimas estavam em uma motocicleta e morreram após serem perseguidas pela médica e colidir contra um poste.
Após o acidente, a acusada foi encaminhada para o Hospital Aliança, onde ficou internada até ser transferida para o Presídio Feminino. Porém, a medica foi solta após a decisão do juiz Moacyr Pita Lima, que presidiu as duas audiências de instrução do caso.
A oftalmologista foi pronunciada por duplo homicídio com três qualificadores e vai a júri popular. A médica responde ao processo em liberdade.
Em 2014, amigos e familiares dos irmãos Emanuel e Emanuele chegaram a realizar um protesto na sede do Tribunal de Justiça da Bahia, no CAB (Centro Administrativo da Bahia), para pedir mais agilidade no julgamento da médica.
Um ano da morte dos Irmãos
Quando o caso dos irmãos completou um ano, Marinúbia Gomes, mãe dos irmãos mortos, concedeu uma entrevista ao R7 BA. Elae afirmou que o dia era uma data para lembrar da tristeza inicial e que cada momento que passa o vazio é maior.
— Quanto mais o tempo passa, mais a pessoa tem a certeza do que houve. É uma solidão, tristeza e uma espera angustiante pela Justiça.















