Antes de afastamento, Renan já havia sido derrotado pelo Supremo
Senador foi retirado da presidência da Casa, nesta segunda-feira, após pedido da Rede
Brasil|Do R7

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), afastou o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da Presidência do Senado nesta segunda-feira (5). Em novembro, ele foi um dos seis ministros que votaram pelo veto aos réus na sucessão de Michel Temer, quando a Suprema Corte formou maioria para que réus não possam fazer parte da linha sucessória do presidente da República. O julgamento foi interrompido depois de pedido de vista do ministro Dias Toffoli.
Na última sexta-feira (2), Toffoli e Marco Aurélio se envolveram em uma "guerra de versões" sobre o processo que ameaça a permanência de Renan Calheiros da Presidência do Senado.
Um dia depois de Renan se tornar réu pela primeira vez perante o STF, o gabinete de Toffoli informou, em nota enviada à imprensa, que ainda não havia recebido os autos do processo e que, por essa razão, ainda não havia sido iniciado o prazo para devolução da vista. Segundo o gabinete de Toffoli, os autos do processo, sob relatoria de Marco Aurélio, só chegaram ao gabinete às 17h20 da última sexta-feira.
O gabinete de Marco Aurélio, por sua vez, apresentou uma versão diferente dos fatos e alegou que o processo é eletrônico, não dependendo de deslocamento físico ou formal.
Afastamento
A decisão de Mello atendeu ao pedido da Rede Sustentabilidade e concedeu uma medida liminar (provisória) afastando o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da Presidência do Senado. A decisão foi feita no âmbito de uma ação ajuizada pela Rede que pede que réus não possam estar na linha sucessória da Presidência da República.
"Defiro a liminar pleiteada. Faço-o para afastar não do exercício do mandato de Senador, outorgado pelo povo alagoano, mas do cargo de Presidente do Senado o senador Renan Calheiros. Com a urgência que o caso requer, deem cumprimento, por mandado, sob as penas da Lei, a esta decisão. Publiquem", diz decisão do ministro divulgada no início desta noite no site do STF.
Renan virou réu quinta-feira passada (1º), quando o STF decidiu, por 8 votos a 3, receber a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o senador pelo crime de peculato. A Rede alega que, com o recebimento da denúncia, "passou a existir impedimento incontornável para a permanência do referido Senador na Presidência do Senado Federal, de acordo com a orientação já externada pela maioria dos ministros do STF".
O partido pedia urgência na avaliação da matéria porque, se não houvesse uma análise rápida, o Supremo poderia decidir sobre a questão depois do fim do mandato de Renan, que se encerra no dia 1º de fevereiro.















