Brasil

20/1/2013 às 12h45 (Atualizado em 20/1/2013 às 15h41)

Após carreira de altos e baixos, Renan Calheiros deve voltar à presidência do Senado

Senador do PMDB é o mais cotado para o cargo; eleição será em fevereiro

Marina Marquez, do R7, em Brasília

Renan Calheiros (PMDB-AL) é o mais cotado para assumir presidência do Senado, cinco anos depois de renunciar ao cargo para evitar a cassação Celso Junior/04.12.2007/Estadão Conteúdo

Assim que voltarem do recesso parlamentar, em fevereiro, os senadores vão eleger o novo presidente do Senado Federal. Pouco mais de cinco anos depois de renunciar ao cargo por estar envolvido em denúncias de corrupção, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) deve voltar à presidência da Casa.

Renan é o mais cotado para o cargo. Como o PMDB tem a maior bancada, a presidência é do partido.

Os dissidentes do PMDB tentaram lançar um outro nome. Falou-se nos senadores Luiz Henrique (SC) e Waldemir Moka (MS) da bancada.

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O Palácio do Planalto também tentou outras candidaturas. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foi um dos nomes, mas resistiu a deixar a Esplanada dos Ministérios para voltar ao Senado. O líder do governo, Eduardo Braga (PMDB-MA) também foi ventilado, mas não emplacou.

A oposição também tenta lançar um concorrente à altura e fala em nomes como Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que concorreu com Sarney em fevereiro de 2011, e Pedro Taques (PDT-MT).

Altos e baixos

Se a tendência se confirmar, Renan Calheiros volta ao poder depois de "sair de fininho". Ele renunciou para evitar a cassação quando seu nome foi envolvido em diversos escândalos de corrupção.

Acusado de ter despesas pessoais e a pensão da ex-amante Mônica Veloso pagas por lobista de uma construtora.

Renan enfrentou cinco representações no Conselho de Ética, duas delas derrubadas em plenário por meio do voto secreto.

Quando renunciou, ficou pouco tempo longe do poder. Foi eleito senador em 2010 com recorde de votos em Alagoas e trabalhou nos bastidores para voltar ao poder.

Trabalhou para eleger José Sarney (PMDB-AP) e manteve o apoio ao colega de legenda quando ele enfrentou as críticas com a polêmica dos atos secretos.

Com a CPI do Cachoeira, em 2012, evitou desgastes ao governo "costurando", nos bastidores, para evitar convocações de nomes que prejudicariam o Executivo.

Com a simpatia dos colegas, deve voltar ao cargo em fevereiro. O senador precisa de maioria dos votos para ser eleito o presidente da Casa. 

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